Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Artigo - Sonho americano

O famoso pregador norte-americano, David Wilkerson, já advertia sua nação sobre um possível holocausto econômico. No sermão “O bezerro de ouro da América está despencando”, junho de 1998, lembra que não se trata de “papo apocalíptico de um pregador consternado”, mas de fatos. Fatos que ele mesmo apontava: 43 milhões de americanos são investidores fortes da bolsa, dois trilhões de dólares vinculados a investimentos individuais - pessoas que deixaram o seu emprego para ficar em casa e controlar seus movimentos através do computador. Ora, não é preciso ser profeta para prever o pior nesta globalizada jogatina do mercado. O que acontece na terra do Tio Sam tem explicação lógica: ganância. Exemplos não faltam na vida de nações, empresas, pessoas, que cresceram espantosamente da noite para o dia, mas depois ruíram. Uma lição que serve para todos, ricos e pobres. Afinal, o segredo para a estabilidade financeira permanece o mesmo, e é bíblico: O homem bom terá uma herança para deixar para os seus netos, mas a riqueza dos pecadores ficará para as pessoas honestas (Provérbios 13.22).

Maria nunca escutou falar em especulação financeira, mas já profetizava: “Deus derruba dos seus tronos reis poderosos” (Lucas 1.52). E Lutero nem era analista econômico, mas interpretou sabiamente a canção da mãe do Messias: “Assim vemos em todos os compêndios de História e na própria experiência, como Deus enaltece um reino e derruba o outro (...) Não destrói a razão, a sabedoria e o direito, pois é preciso haver razão, sabedoria e direito para que o mundo possa subsistir. Mas destrói a soberba e os soberbos, que usam estes belos dons de Deus em proveito próprio, gozam seus benefícios, não temem a Deus e perseguem com eles os piedosos e o direito divino” (Martinho Lutero - Obras Selecionadas, volume 6, página 65).

Bezerros de ouro são fundidos aos pés de incontáveis montes, também aqui neste país da desigualdade social. Obcecados pelo deus dos cifrões, milhões de brasileiros se aventuram na especulação do mercado, em filas de agências loterias, e até em consagradas poltronas de igrejas, no sonho americano (agora pesadelo) de uma gorda conta bancária, casa com piscina e carros na garagem. Ter riquezas não é pecado, o problema é a ganância e os meios para subir na pirâmide. O rei Davi alertou: Ainda que as suas riquezas aumentem, não confiem nelas (Salmo 62.10). Por isto a sua oração: Não me deixes ficar nem rico nem pobre. Porque se tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome (Provérbios 30.8,9).

Neste planeta de gente insensata onde riquezas e governos não duram mais que um sonho (Provérbios 27.24), Jesus aponta na direção onde está o investimento sólido e sustentável: o Reino de Deus em primeiro lugar no coração (Mateus 6.33).

Marcos Schmidt

Jornal NH de 25 de setembro de 2008

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Artigo - Buraco negro nos miolos

O gigantesco acelerador de partículas quer desembrulhar o segredo “número um” do Universo e transformar uma especulação num fato científico. Conforme teoria, tudo o que existe é resultado da combinação de 12 partículas fundamentais e que não podem ser divididas. Mas os físicos ainda não têm a resposta para uma questão primordial: porque a matéria tem massa? Ou seja, porque uma árvore tem madeira maciça, que dá para ver, cheirar e pegar? A resposta estaria na 13ª partícula, apelidada de partícula de Deus. Ela finalmente comprovaria o Big Bang e o surgimento do Universo. Tudo depende agora dos resultados desta parafernália de oito bilhões de dólares acionada semana passada na Europa.

Luis Fernando Verissimo, no artigo A doença da curiosidade, diz que esta máquina é “espiar por baixo do camisolão de Deus”. E questiona: “Quanto mais se sabe sobre o funcionamento do Universo mais aumentam a perplexidade e a angústia por não se saber mais, por jamais se poder compreender tudo – pelo menos não com este cérebro que mal compreende a si mesmo”. Interessante as palavras deste homem que confessa ter deixado a fé no bolso da fatiota na Primeira Comunhão. Ele reafirma uma promessa bíblica: Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles (1 Coríntios 1.21). Por isto, acredito que o resultado das experiências deste acelerador de partículas vai mesmo acelerar o crescimento deste imenso ponto de interrogação.

“No começo Deus criou os céus e a terra”. Estas palavras iniciais da Bíblia remetem para aquilo que está no restante das Escrituras: É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê (Hebreus 11.3); Por meio da sua palavra, o Senhor fez os céus; pela sua ordem, ele criou o sol, a lua e as estrelas. Pois ele falou, e o mundo foi criado; ele deu ordem, e tudo apareceu (Salmo 33.6,9); Senhor nosso e nosso Deus! Tu és digno de receber glória, honra e poder, pois criaste todas as coisas; por tua vontade elas foram criadas e existem (Apocalipse 4.11). O próprio Senhor Jesus confirma: Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: Deus os fez homem e mulher (Marcos 9.6). Portanto, os textos sagrados não permitem dúvidas: Deus criou o Universo já adulto, assim como fez o ser humano inteiramente crescido no sexto dia. Adão e Eva não vieram ao mundo da barriga da mãe ou do macaco, nem as primeiras árvores da semente. Logicamente é uma questão de fé.

A Ciência aposta no evolucionismo – tudo surgiu a partir de uma grande explosão há 13 bilhões de anos – o Big Bang – provocando a biodiversidade da vida no imensurável Universo e no planeta Terra. No entanto, se criacionismo e evolucionismo se chocam frontalmente entre fé e razão, os dois caminham lado a lado no terreno da esperança. Na verdade, quanto mais desvenda a complexidade da vida, a Ciência Humana mais se enreda em perguntas sem respostas. Acredito que no lugar desta máquina produzir buracos negros e engolir a Terra inteira, produze outros que irão engolfar os neurônios e o sono dos cientistas. 
Marcos Schmidt

Jornal NH de 18 de setembro de 2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Artigo - Vereador voluntário

Posso parecer petulante com a pergunta, mas creio que muitos eleitores gostariam de fazê-la: Quantos candidatos a vereador o meu município teria se o cargo político fosse voluntário?

Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos". Já o Programa Voluntários, criado pelo Conselho da Comunidade Solidária em 1997 com o objetivo de promover e fortalecer o voluntariado no Brasil, define o voluntário como "cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário".

Evidentemente que o vereador voluntário necessitaria de sustentabilidade financeira, o que já acontece com a maioria deles que continua ativo em sua profissão fora da política. Assim como nas organizações não governamentais. Lembro aqui de uma que conheço bem, o CVV – Centro de Valorização da Vida. Conta com 2500 voluntários em 57 postos distribuídos pelo Brasil, que, segundo o seu site, “colocam-se gratuitamente a disposição de todos que sentem solidão, angústia, desespero e desejam desabafar”. É um serviço para prevenir o suicídio, através do apoio emocional oferecido por telefone ou contato pessoal. Poderia citar outros exemplos num universo de grupos organizados, ou mesmo de atitudes individuais. Dias atrás conheci uma senhora que dedica um dia da semana para visitar idosos numa casa de repouso.

O serviço do povo leigo na igreja é outro exemplo de voluntariado. Deste tipo de gente eu dependo e conheço. São pessoas que gastam a vida com o objetivo de construir o corpo de Cristo (Efésios 4.12). Poderia apontar para muita gente que sacrifica descanso, lazer, família, bens materiais, motivados pelo amor sem pretensão, fruto da fé naquele que disse: Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida para salvar muita gente (Marcos 10.45). É preciso sublinhar que toda a vida de um cristão, dentro e fora da igreja, é uma prestação de serviço voluntário ao próximo, seja na família, na sociedade, na congregação religiosa. Paulo escreve: Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo (1 Coríntios 12.5-7).

Estima-se que 54% dos jovens brasileiros querem ser voluntários, mas não sabem por onde começar. Outra pesquisa diz que somente 7% dos jovens brasileiros prestam serviço voluntário, contra 62% nos Estados Unidos. Para mudar este quadro, dou uma sugestão: vamos começar em nossas câmaras municipais. Seria uma boa escola de cidadania política para aqueles que pretendem seguir no serviço público e exclusivo de prefeito, deputado etc. O voluntariado na vereança poderia ser exemplo e em parte o remédio para tanta ganância e corrupção em muitos setores da sociedade.

Marcos Schmidt

Jornal NH de 11 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Semanal 176 - 4 a 10 de Setembro de 2008

Cultos – 17º Domingo após Pentecostes

Tema: PERDOAR SEMPRE!

Textos Bíblicos: Sl 103.1-13; Gn 50.15-21; Rm 14.5-9; Mt 18.21-35.

Hinário Luterano: 513, 347, 350, 353, 512.

Mensagem: Nossos lares e igrejas precisam praticar o mandamento do amor de Jesus que "não deve ser somente de palavra e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações" (1João 3.18). Quem permanece em Deus agirá positivamente, perdoando o seu ofensor. Perdoar sempre e fazer o bem a todos, agrada a Deus. (pastor Figur)

Aniversariantes – 04 a 10 de Setembro

04-Marli Buss, Mario Christ, Claudio Silva, Sadi Barbosa, Rosane Frank, 05-Ellen Schutz, Vivian Dieter, Ladi Sommer, Mauro Fagundes, Rosimar Wisniewski, 06-Rosani Silva, Neiva Mauhs, Margot Sand, Gustavo Cardoso, 07-Roseli Auler, Valmor Opitz, Grasiela Costa, Otmar Cardoso, Pedro Hanauer, Danieli Schirmer, 08-Muriel Bauer, Adones Jandrey, 09-Otto Muller, Fernanda Martin, Evelin Kleemann, Mariana Kulmann, Renato Bunkoswki, Vinicius Hugentobler, 10-Claudio Costa, Nikolas Oliveira, Roger Kleemann.

Lembretes

73 ANOS DAS SERVAS – Nos cultos deste fim de semana está sendo recolhida uma oferta especial, lembrando os 73 anos das Servas da São Paulo. O dinheiro arrecadado tem destino o Hospital Municipal com aquisição de roupas de cama.

CULTO DA ASSISTÊNCIA – Dia 14 de setembro, 9h, celebra-se o culto do Aniversário do Departamento da Assistência. Neste dia serão entregues as cestas básicas do mês aos assistidos.

GALETO – Já estão à disposição na secretaria os cartões para o galeto da Assistência Social. Ao preço de R$ 8,00 o cartão, o assado será no dia 11 de outubro, no Centro Social, para levar para casa.

ASSISTÊNCIA SOCIAL – Nos cultos está disponível a caixinha de ofertas bem como a cesta para alimentos não perecíveis. Através destas ofertas famílias carentes recebem alimentos e outros auxílios.

INSTRUÇÃO DE ADULTOS – Dia 16 de setembro, 20h, começa uma nova turma de Instrução de Adultos. São encontros para aqueles que desejam entrar na IELB através da congregação São Paulo e participar da Santa Ceia. Também com a opção do horário de sábado, 9h, aos que não podem na terça-feira. Inscrições na Secretaria.

AUXÍLIO PASTORAL – No dia 31 de agosto foram instalados, como auxiliares no Ministério Pastoral, os estudantes do Sexto Teológico, Marcos Weide e Samuel Fuhrmann, com o objetivo de ajudar na ausência parcial do pastor Figur, que atua desde agosto/2008 na função de Capelão da Unimed em Novo Hamburgo.

CASAIS – Já estão abertas as inscrições para o 3º retiro de casais do ano. Será no dia 28 de setembro, na Sede Campestre Orfeu em São Leopoldo, com o palestrante pastor Klaus Kuchenbecker, de Porto Alegre. Inscrições na Secretaria.

Artigo - Hino complicado

“Já podeis, da Pátria filhos, ver contente a mãe gentil...”. A maioria não sabe cantar o resto, o que não significa falta de patriotismo. Pode ser uma questão cultural. Ou porque é complicado mesmo, assim como o próprio Hino Nacional e os demais – todos com um vocabulário tipo “os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil”. Penso, no entanto, que estes hinos são a cara da política brasileira, muito interessante na partitura, no papel, mas longe do entendimento popular. A gente até sabe assobiar a melodia, mas na hora de cantar, se enrola nas palavras, se confunde na memória, se perde no sentido. Por exemplo: Quem foi o meu candidato na última eleição? Qual o trabalho do Vereador? O que faz uma Câmara Municipal? Quais os compromissos do Prefeito? Para onde vai todo o dinheiro arrecadado nos impostos?

Ninguém duvida que a democracia é saudável, é bonita, igual aos hinos nacionais. Mas por nojo à corrupção, o perigo é suspirar pela canção chata da ditadura. Ao contrário, a forma popular de governo é a orquestra com uma sinfonia da liberdade, com a batuta dos direitos e deveres sem distinção, do maestro que é o próprio povo. Mas aí que começa o fenômeno do hino difícil. Porque fugimos dos ensaios, cochilamos na platéia. Incorporamos o espírito patriótico só nas Olimpíadas, na Copa do Mundo. Lembramos dos nossos representantes políticos só na euforia das campanhas. Ou na apatia. Depois os esquecemos. E pior, eles se esquecem de nós. E como diz aquela propaganda, são quatro anos sapateando. E eles nos enrolando.

Um problema que acontece também na igreja. O cristão, eleito para os propósitos de Deus (1 Pedro 1.2), cidadão dos céus (Filipenses 3.20), que recebeu de Cristo a independência da morte (1 Coríntios 15.57), pode facilmente se enredar na desafinada canção “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Pode tapar os ouvidos ao aviso: Não vivam com vivem as pessoas do mundo, mas deixem que Deus os transforme (Romanos 12.2). Uma acomodação melódica, tradicional, distante do verdadeiro culto, do oferecer-se completamente a Deus num sacrifício vivo (Romanos 12.1). Por isto o recado: Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas ponham em prática o que ela manda. Porque aquele que ouve a mensagem e não a pratica é como um homem que olha no espelho e vê como ele é. Dá uma olhada, depois vai embora e logo se esquece de sua aparência (Tiago 1.22-24).

“Os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil, houve mão mais poderosa, zombou deles o Brasil”. Alguém entendeu? Melhor buscar o dicionário para descobrir que é isto que fazem muitos políticos, e é disto que precisamos nos libertar: “A desleal sabedoria do jeitinho que nos moldava nas prisões, tem agora uma mão mais forte”. Esta mão é o entendimento, seja na política ou na religião. Ou como diz o texto sagrado: “Então não seremos mais como crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas” (Efésios 4.14).

Marcos Schmidt

Jornal NH de 4 de setembro de 2008