Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O SEMANAL, ANO 8 - Nº 367


O SEMANAL - 12 a 18 de abril de 2012

IELB – Comunidade Evangélica Luterana São Paulo - celspnh.blogspot.com
Rua Joaquim Nabuco, 973 – Centro – Novo Hamburgo / RS
Secretaria: 3066-6434 / celspnh@sinos.net
Pastores: Marcos Schmidt: 8162-1824 – marsch@terra.com.br
Edgar Züge: 8574-1172 – edgarzuge@yahoo.com.br

2º Domingo de Páscoa
Tema:       Jesus age nos e através dos seus discípulos!
Leituras:   Sl 148     At 4.32-37     1 Jo 1.1-2.2     Jo 20.19-31
Mensagem:   A situação dos discípulos de Jesus depois de sua morte não era nada confortável. Estavam escondidos, com medo daqueles que tinham mandado matar o seu Mestre. Por outro lado, podemos imaginar que eles estavam com os mais diversos tipos de emoções além do medo: sentimentos confusos, angústia, dúvidas quanto ao futuro e, principalmente, dor de consciência, pois na hora da prisão de Jesus, eles “deram no pé”. O sentimento de culpa é um dos piores que há. Por isso a aparição do Senhor ressuscitado deve ter causado o maior impacto na vida deles, sem palavras de recriminação, mas com a mensagem: “Que a paz esteja com vocês. Fiquem com a minha paz (perdão). E sejam mensageiros desta paz.” O consolo e encargo permanecem, ainda hoje!    pastor Edgar

Programação na Semana

17/04 - Terça
13h30
18h30
19h30
Assistência Social
Musicalização - flauta doce
Coral
18/04 - Quarta
14h30
19h30
Servas Guarani
Reunião Diretoria da Comunidade SP
19/04 - Quinta
14h
20h
3ª Idade
Culto “São Paulo” 
20/04 - Sexta
18h15
19h
19h40
20h
Instrução 1º e 2º Anos
Instrução Pré- Confirmandos
Juventude Mirim
Leigos – Encontrão na São Lucas, NH
21/04 - Sábado
9h
18h
20h
Aulas de teclado e violão / Instrução de Adultos
Culto “Jesus Redentor”
Culto “São Paulo – após janta com casais
22/04 - Domingo
9h
18h
Culto “São Paulo”
Jovens

Lembretes

BATISMO – LEONARDO SCHUNCK, filho de Carlos Schunck Junior e Tatiane Schunck. Nascido em 02/03/2012 e batizado em 14/04/2012. Padrinhos: Kelly Schunck, Fabiano Petry, Deise Petry, Marcio Staudt, Cíntia Sperb, Bianca Sperb, Fabiano Silva, Clara Klering.
FALECIMENTO – NELSI OLINDA PETRY DOS SANTOS, aos 71 anos, no dia 10 de abril de 2012. Deixa enlutados o esposo Lucio Blauth, 2 filhas, 2 genros, 1 nora, 8 netos, 1 bisneto.
ANIVERSÁRIO – Neste 14/04 o Departamento dos Leigos festejam 64 anos, e no Domingo, 15/05, promovem um almoço/churrasco, 15 reais, no Cesaspa.
CASAIS – No dia 21 de abril, sábado, o Grupo de Casais participa do culto (20h) e depois se encontra no Restaurante Buena Qualitá, Marcílio Dias, 1725. A janta custará 45 reais por casal. Inscrições na Secretaria ou com pastores.
PROFISSÃO DE FÉ – Interessados em ser membro da igreja, falem com os pastores ou na Secretaria. Encontros aos sábados, 9h, com o pastor Marcos.
ENCONTROS TEOLÓGICOS – Já tem as datas: 25/04, 02/05, 23/05, 30/05/, 13/06 e 27/06. São 6 encontros nestas 4ª feiras, 20h, na igreja, com o professor Gerson Linden, sob o tema: Introdução ao Novo Testamento. Informações na Secretaria.
CURSO LIBRAS – São 4 opções de horário na semana: Sábado, 8h30, e terça, quarta e quinta-feira, 19h. Informações: pastor Gilberto Lange, fone 9933-1502.
SINGULARES – Nos dia 28 e 29 de abril, Encontro de Singulares no Grêmio Atiradores de NH, organizado pela Comunidade São Lucas, NH. Inscrições com Milena Rieger (9336-0024), no valor de 35 reais. Informações na Secretaria.
SERMÕES – Leia no blog celspnh.blogspot.com os sermões dos cultos, mensagem de Páscoa do presidente da IELB...
MENSAGEIRO LUTERANO DE ABRIL – Pegue um e coloque 5 reais na caixinha!
Amigo(a) visitante, bem vindo a esta igreja e que Deus lhe acompanhe!

Sermão 2º Domingo de Páscoa


2º domingo de Páscoa, 12, 14 e 16 de abril de 2012
Tema: Jesus age
Texto: Jo 20.21-23

Introdução
Boni, famoso por criar o “padrão Globo de qualidade”, ao lançar em Porto Alegre seu livro autobiográfico, disse hoje na RBS-TV, afiliada da própria Globo em POA, que “tratar com pessoas é tratar com emoções”.
Absolutamente certo. As emoções humanas são dos mais diversos tipos, passando da extrema tristeza à extrema alegria, da raiva à tolerância, etc. Mas uma das emoções mais significativas é a culpa, muitas vezes infundada. Mas quando tem fundamento, é algo terrível.
            Não sei quais os seus sentimentos, suas emoções, positivas ou negativas, que estão em sua mente hoje. Disse alguém que a maioria dos nossos problemas não são tão grandes assim, problemas mesmo são as emoções que eles provocam, a forma como reagimos aos problemas. De qualquer forma, sempre lidamos com emoções, sobretudo quando tem a ver com culpa.

A. Jesus age concedendo paz aos angustiados

  1. Os Discípulos. Vejam o caso deles depois da morte de seu amado Mestre. Estão angustiados, com medo de seus inimigos, com os mais diversos tipos de sentimento, provavelmente de culpa também. Por quê? Pedro negara por três vezes que conhecia a Jesus; com exceção de Pedro e João, todos tinham fugido quando Jesus foi preso.
  2. Nós. Como esposos, pais, trabalhadores, cidadãos nem sempre somos o que deveríamos ser. Como crentes não somos tão dinâmicos na vivência e testemunho de nossa fé. Culpas reais ou imaginárias nos perseguem. E como ficamos?
  3. Confissão dos pecados. Quando o sentimento é de culpa, a solução começa com a confissão, o reconhecimento do erro. Aliás, nunca é demais lembrar que por natureza já nascemos em pecado. Isto está latente nos crentes também. Os erros diários são “amostras grátis” desta situação. A epístola de hoje, 1 Jo 1.1-2.2 nos incentiva a confessar para que Deus nos perdoe.
  4. A Ressurreição de Cristo. Ela foi atestada das mais diversas formas, passando pela aparição aos confusos, amedrontados e culpados discípulos. Jesus aparece “do nada” por assim dizer. Não tem nenhuma palavra de recriminação (só uma semana depois recrimina Tomé por sua descrença). As palavras que Jesus tem para eles e para nós são de conforto, perdão, aceitação, alegria e esperança: “Que a paz esteja com vocês!” Paz é o equivalente do hebraico Shalom, a primeira e usual saudação entre os judeus. Significa tudo de bom, toda sorte de bênçãos, espirituais e materiais. Jesus dissera antes que “não a dava como o mundo a dá” (Jo 14.27). A paz do mundo, relativa tranquilidade, ausência de guerra, pode até existir, mas paz verdadeira, total, integradora e duradoura, só a paz de Cristo, com o perdão dos pecados. Esta paz foi conquistada com seu sofrimento e morte na cruz por nós. Esta é  “a minha paz”, no dizer de Jesus. Paz em meio aos conflitos. Tudo isso é garantido pela gloriosa ressurreição que garante que Deus Pai aceitou o sacrifício como suficiente e, de quebra, que também vamos ressuscitar.

B. Jesus age enviando os pacificados

A resposta de amor para com todo este amor de Jesus Cristo é muito dinâmica. Estes agem com louvor, amor ao próximo e testemunho.
  1. Louvor. O Salmo deste dia, 148, é maravilhoso. Em três partes distintas fala do louvor a Deus: (a) vv. 1-6, os céus louvam; (b) vv.7-12, a terra e as criaturas louvam; (c) vv. 13-14, os seres humanos louvam. No Apocalipse há grandes cantos de adoração e louvor ao Cordeiro de Deus nestes termos. Os discípulos glorificaram a Deus e nós somos instados a louvarmos a Deus pela grandiosa salvação.
  2. Atos de amor. Somos os promotores do bem estar, da harmonia e paz entre os irmãos. At 4.32-37 fala desta vida de amor entre os irmãos, dando inclusive o exemplo de Barnabé, natural de Chipre, “aquele que Consolava” os irmãos. Isto servia de testemunho do amor de Cristo ao mundo. Tal vida deve estar entre nós também. Não somos apenas chamados a crermos, mas a vivermos a fé. Não somos apenas assistentes de um espetáculo de vez em quando, mas chamados a tocarmos na orquestra de sopro de Deus.
  3. Testemunho. Temos aqui três ênfases de Jesus: o envio, a capacitação e o método. (a) O Envio: “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.” Temos aqui a Grande Comissão. Os apóstolos deveriam ser agora os agentes de Cristo, seus embaixadores. Tal comissão foi repetida num monte na Galiléia (Mt 28.18-20) e no Monte das Oliveiras, por ocasião da Ascensão de Jesus (Lc 24; At 1). É a missão da igreja ainda hoje. Ela não está aqui como um fim em si mesmo, mas com o meio de atingir o fim, a saber, a salvação de milhares e milhares. (b) A Capacitação: “Depois soprou sobre eles e disse: Recebam o Espírito Santo.”  Este Espírito eles sempre tiveram, pois a fé é operada pelo Espírito Santo. Mas agora receberiam mais dons para que a evangelização efetivamente pudesse acontecer. No Pentecoste haveria um derramamento todo especial do Espírito Santo. Seus dons devem ser pedidos por nós também. (c) O Método: O que eles deveriam fazer? Anunciar e praticar o perdão dos pecados, pois “onde há perdão dos pecados, há também vida e salvação.” (Lutero). Disse Jesus: “Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados.” Isto é o Ofício das Chaves, de Mt 18, dado a Pedro e aos seus colegas. Que fique claro: não só a Pedro, mas também a todo crente individualmente e à igreja como um todo. De público os ministros, em nome da igreja, o aplicam. Em particular cada cristão pode e deve fazê-lo.

Conclusão

         Que o Espírito Santo, que nos leva a crer na verdadeira paz, nos assista em nossa missão de “mensageiros da paz”. Amém.




Rev. Edgar Züge
Novo Hamburgo, 12 de abril de 2012.
edgarzuge@yahoo.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Artigo - Nó da falsidade

O drama na vida real deste ator que se enforcou de verdade ao interpretar Judas pode auxiliar com a verdadeira Páscoa. O rapaz encontra-se em estado grave, mas não corre risco de morte. Segundo o delegado, "em tese um cadarço que amarrava a capa que ele usava é que o enforcou". O assunto foi comentando mais que a própria paixão de Jesus, e penso que pode ajudar numa reflexão mais sincera sobre a religiosidade e costumes com respeito a morte e ressurreição de Jesus, mas que ficam apenas em gestos teatrais. O perigo é o drama teatral transformar-se em tragédia autêntica.

Não me refiro às tradições e encenações religiosas em si, até porque elas ajudam na divulgação do Evangelho. Falo do cristianismo "espetáculo", da fé encenada – daquilo que disse Jesus: "Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas (...) Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando" (Mateus 6). O risco pessoal ao encenar a fé para enganar os outros está no "nó do cadarço" daquilo que é o mais sagrado neste mundo, o nome de Deus. Tão sagrado que o mandamento diz: "Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. Este foi o grave pecado de Judas ao interpretar a si mesmo com a máscara da piedade, culminando sua cínica falsidade no palco do Getsêmani com o beijo da traição.

A fé sempre foi também objeto de grande perigo, porque quem vê cara não vê coração. E o pior dano não é na vida dos que são enganados, mas na vida do próprio falsário. O clássico exemplo é Judas que enganou a si mesmo. Se tivesse se arrependido igual a Pedro, teria a chance de ser autêntico e ter o perdão daquele a quem traiu. Mas preferiu seguir o teatro da vida, pior, o teatro da morte, e tornou-se um lastimável exemplo da mentira. Que nunca interpretemos Judas na vida real... 


Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
12 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O SEMANAL - ANO 8, N° 366






O SEMANAL - 5 a 11 de abril de 2012

IELB – Comunidade Evangélica Luterana São Paulo - celspnh.blogspot.com
Rua Joaquim Nabuco, 973 – Centro – Novo Hamburgo / RS
Secretaria: 3066-6434 / celspnh@sinos.net
  Pastores: Marcos Schmidt:  8162-1824 – marsch@terra.com.br
                         Edgar Züge: 8574-1172  –  edgarzuge@yahoo.com.br            


Sexta-Feira Santa
Tema: Como e por que Jesus sofreu e morreu!
Leituras:   Sl 22.1-18     Jo 18 e 19
Mensagem: Na Sexta-feira Santa só há um tema que merece nossa reflexão: Como e por que Jesus sofreu e morreu. O sentido foi bem resumido por Anás, um inimigo de Jesus: “... era melhor para eles que morresse apenas um homem pelo povo.” (Jo 18.14b) Mesmo sem querer, Anás acertou na mosca: Jesus morreu para que tivéssemos vida! Jamais duvide disto, mas tão somente creia! (pastor Edgar)

Domingo de Páscoa
Tema: Os nossos problemas não eliminam a Páscoa. A Páscoa elimina os nossos problemas...
Leituras: Sl 16 Is 25.6-9 1 Co 15.1-15 Mc 16.1-8
Mensagem: O conflito das três mulheres naquela manhã de Páscoa, conforme o Evangelho, tem algo a nós dizer em nossos problemas. Naquele momento elas só enxergaram a pedra. E quando ela nem estava mais lá, ainda assim não perceberam aquilo que está no Salmo 16: “Estou certo de que o Senhor está sempre comigo; ele está ao meu lado direito, e nada pode me abalar”. O poder da Páscoa estava com elas, mesmo que não notassem. (pastor Marcos).

Programação na Semana


10/04 - Terça
13h30
18h30
19h30
Assistência Social
Musicalização - flauta doce
Coral
11/04 - Quarta
14h30
Servas Centro
12/04 - Quinta
14h
20h
3ª Idade
Culto “São Paulo” 
13/04 - Sexta
18h15
19h
19h40
20h
Instrução 1º e 2º Anos
Instrução Pré- Confirmandos
Juventude Mirim
Leigos
14/04 - Sábado
9h
16h
18h
20h
Aulas de teclado e violão / Instrução de Adultos
Servas Aliança/Jesus Redentor  c/ instalação
Culto “Jesus Redentor”
Culto “São Paulo – Aniversário dos Leigos
15/04 - Domingo
9h
12h
18h
Culto “São Paulo”
Almoço dos Leigos
Jovens


Lembretes

ANIVERSÁRIO – Para lembrar o aniversário dos Leigos (no culto de 14/04), eles promovem no dia 15/04 um almoço/churrasco, 15 reais, no Cesaspa.
TEOLOGANDO – Marcos Augusto dos Santos é o nome do estudante de teologia, que irá auxiliar a nossa congregação. Sua atuação será dirigida às visitas com santa ceia aos idosos e enfermos nas 2ª e 6ª-feiras à tarde.
PROFISSÃO DE FÉ – Interessados em ser membro da igreja, falem com os pastores ou na Secretaria. Encontros aos sábados, 9h, com o pastor Marcos.
ENCONTROS TEOLÓGICOS – Já tem as datas: 25/04, 02/05, 23/05, 30/05/, 13/06 e 27/06. São 6 encontros nestas 4ª feiras, 20h, na igreja, com o professor Gerson Linden, sob o tema: Introdução ao Novo Testamento. Informações na Secretaria.
LIBRAS – No dia 24/03 inciou o curso de Libras da AMIS. São 4 opções de horário na semana: Sábado, 8h30, e terça, quarta e quinta-feira, 19h. Informações com o pastor Gilberto Lange pelo telefone 9933-1502.
CASAIS – No dia 21 de abril, sábado, o Grupo de Casais participam do culto (20h) e depois tem uma janta. Inscrições na Secretaria ou com pastores.
SINGULARES – Nos dia 28 e 29 de abril, Encontro de Singulares no Grêmio Atiradores de NH, organizado pela Comunidade São Lucas, NH. Inscrições com Milena Rieger (9336-0024), no valor de 35 reais. Informações na Secretaria.
SERMÕES – Leia no blog celspnh.blogspot.com os sermões dos cultos, mensagem de Páscoa do presidente da IELB...


Amigo(a) visitante, bem-vindo(a) a esta igreja. Qualquer dúvida ou informações, fale com os recepcionistas ou pastores!

Sermão de Páscoa – 2012


Textos bíblicos: Sl 16 Is 25.6-9 1 Co 15.1-15 Mc 16.1-8
Texto base: Marcos 16.1-8

Tema: Os nossos problemas não eliminam a Páscoa.
É a Páscoa que elimina os nossos problemas...
                                               pastor Marcos Schmidt  
                                                  
__________________________________________


- Como eu vou resolver este problema? 
Esta é a pergunta que mais aparece em nosso dia-a-dia. 
- E agora, o que eu faço? 

No Domingo de madrugada, bem cedinho, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, estavam nervosas com uma situação que atrapalhava a vida delas: “Quem vai tirar para nós a pedra que fecha a entrada do túmulo”? Uma pedra, muito pesada, estava na entrada do jazigo, e aquelas três mulheres, sozinhas, não iriam conseguir tirá-la do lugar. Era madrugada, todos ainda estavam dormindo. E elas queriam o quanto antes embalsamar e arrumar o corpo de Jesus, antes que ele começasse a decompor. 

Todos os dias aparecem pedras no nosso caminho. Terça-feira passada , meio dia, fui buscar meu filho na escola. Na volta, entrei no meu gabinete, e procurei os óculos – sem eles não consigo ler nada. Mas, onde eles estão? Ao imaginar onde eles pudessem estar, me deu um frio na espinha, e pedi a Deus que a desconfiança não fosse verdade. Tinha colocado os meus óculos em cima do capô do carro, e lá ficaram na hora quando sai para buscar o meu guri no colégio. Pior, era verdade! Rapidamente disse para o meu filho: Pedro, vamos fazer o caminho de volta para a tua escola, e ir atrás do que deve ter sobrado dos óculos. No caminho, no meio do movimento intenso dos carros, numa das ruas mais movimentadas de Novo Hamburgo, na hora do pique, lá estavam eles, no meio do asfalto, intactos, apenas um pouco arranhados. Deus meu livrou imediatamente de um problema, bem no meio das minhas tarefas onde preciso ler e escrever. 

Os nossos problemas às vezes são simples, outras vezes são bem complicados. As vezes logo vem a solução, outras vezes não. Um simples óculos perdido, ou o prognóstico de uma doença grave. Não importa. São problemas, dificuldades, situações incômodas que atrapalham a nossa vida e nos causam nervosismo e ansiedade. E, dependendo do nosso estado emocional, do nível de estresse que já estamos passando, uma pequena “incomodação” pode transformar-se num grande e terrível problema. 

Eu fico imaginando aquelas três mulheres, depois de passarem por toda aquela angústia e aflição na Sexta-feira, quando o seu mestre e amigo Jesus morreu barbaramente na cruz. Creio que nem conseguiram dormir nas últimas horas, muito menos se alimentar direito. Estavam em estado de choque por tudo o que presenciaram. E agora, no caminho, outro problema: a pedra, quem vai removê-la? 

É muito fácil aqui julgar estas mulheres e dizer: - Mas que coisa, enquanto Jesus estava vivo, enquanto tinha sido ressuscitado, elas se preocupavam com uma pedra? Onde está a fé destas seguidoras de Jesus? 

Nestes meus anos de conselheiro pastoral, eu tenho aprendido algo muito importante no que se refere ao assunto “sofrimento”: de não julgar os cristãos que estão diante de problemas e reagem com dúvidas e perguntas sobre o amor e cuidados de Deus. 

Eu até penso que é por isto que os membros das nossas congregações preferem guardar os seus problemas, e não contá-los para ninguém, nem para o pastor. Ainda mais quando o sofredor é um líder – alguém que precisa dar o exemplo. Eles têm medo de que serão julgados e chamados de “alguém fraco na fé”. 

Pois a história da Páscoa vem desmistificar este “supercristianismo, esta arrogância, esta prepotência, esta ideia de ser imbatível na hora das dificuldades – sejam pequenas ou grandes. 

É só dar uma olhadinha, e descobrimos que estes discípulos e seguidores de Jesus, eles são iguaizinhos a nós. Diz o nosso Evangelho que depois do anjo dizer que Jesus estava vivo, as mulheres fugiram do túmulo, apavoradas e tremendo. A pedra tinha sido removida, e Jesus estava vivo, mas mesmo assim ainda continuavam aflitas e desorientadas. 

Depois vemos os discípulos, conforme narram os Evangelhos. Eles também não acreditaram na ressurreição, mesmo quando Jesus apareceu a eles. O Senhor precisou dizer: Olhem, eu não sou um fantasma. Mesmo assim eles tremeram de medo e ficaram com dúvidas. Tomé foi o principal deles. Nas diversas vezes que Jesus apareceu a eles, eles não o reconheceram – tamanha era a situação de espanto e fraqueza emocional. É claro, havia fraqueza espiritual – mas ali estava Jesus para socorrê-los, e não para condená-los. 

Penso que aquela pedra que impedia a Páscoa – e que nem mais estava no caminho das mulheres – tem algo muito significativo a nos ensinar – nós que somos as atuais testemunhas da ressurreição de Jesus. Até porque, se Jesus é ROCHA PODEROSA E NOSSO ABRIGO, e FUNDAMENTA A NOSSA VIDA, precisamos saber lidar com outras rochas, pedras, que tanto estragam o nosso dia a dia, trazendo-nos inúmeras preocupações. 

E a primeira coisa que precisamos entender é a seguinte: as incômodas pedras aparecerem todos os dias, pedras pequenas, pedras grandes. E as elas nem sempre serão removidas, de uma hora para a outra, como aconteceu com os meus óculos. 

E daí vem outro fato importante: se os óculos não forem encontrados, se a pedra não for tirada do lugar, ainda permanece a Páscoa. Imaginemos aquelas mulheres chegando lá no sepulcro, e aquela enorme pedra ainda na frente dele, obstruindo a entrada? Ora, Jesus não atravessou as portas trancadas quando apareceu aos discípulos? O Deus que enfrentou a inacessível muralha da morte, por acaso não pode atravessar uma rocha para sair do túmulo? 

A pedra removida no túmulo de Jesus foi apenas um simples fato, uma cotidiana situação, que não muda em nada a história da Páscoa, mesmo que ela não tivesse sido removida. Os detalhes da experiência humana – sejam eles positivos ou negativos, bons ou ruins, de sucesso ou de fracasso, enfim, o que acontece de bom ou de ruim em nossa vida, não muda em nada o que ocorreu dentro daquele túmulo, onde foi colocado o corpo de Jesus. 

E por isto então o mais espetacular, o mais impressionante nesta história: nem mesmo a nossa morte, nem mesmo a morte de nossos entes queridos, pode mudar a realidade da Páscoa. Aliás, é o contrário: A Páscoa é que muda a realidade de nossa morte, a Páscoa é que muda tudo aquilo que é consequência da realidade do pecado e da morte... 

Pena que muitos não acreditam nisto. É o caso do escritor Luis Fernando Verissimo (e que foi assunto do meu artigo no NH). Verissimo, no artigo que saiu na Zero Hora na última segunda-feira, sob o título “Bandarilheiro” – toureiro espanhol – escreve que a morte de Millôr Fernandes é “a burrice irreversível, a burrice triunfante” ao comparar o ilustre chargista com um toureiro vencido nos chifres da besta. Ele diz o seguinte sobre a morte “Por mais ridicularizada que ela seja, a vitória é sempre dela. E depois vem a burrice eterna”. 

Escrevi no meu artigo que “É uma lástima que este escritor ofereça à morte um prêmio que não lhe compete e transforme a Páscoa em mero coelhinho de chocolate”. 

Ora, nós cremos que a morte não é uma burrice irreversível, triunfante. Foi o apóstolo quem disse: “A morte está destruída! A vitória é completa! Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir? (1 Coríntios 15.54,55). 

Paulo, ele mesmo confessa nesta carta aos coríntios, logo depois da leitura da epístola de hoje, que também é um bandarilheiro: “Eu enfrento a morte todos os dias”. 

É nosso caso. Também enfrentamos a morte todos os dias: no trânsito, nas doenças, na violência... E um dia ela nos irá nos alcançar, e seremos derrotados. Seremos? Se confiarmos no poder da morte e não no poder da vida, então seremos. Mas nós temos a Páscoa e podemos dizer com Paulo: “Se a nossa esperança em Cristo só vale para essa vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de os que estão mortos também serão ressuscitados”. 

O conflito das três mulheres naquela manhã de Páscoa, relatado aqui em no Evangelho, com certeza tem algo a nós dizer. Naquele momento elas só enxergaram a pedra. E quando ela nem estava mais lá, ainda assim não conseguiram enxergar aquilo que está no Salmo 16(8): “Estou certo de que o Senhor está sempre comigo; ele está ao meu lado direito, e nada pode me abalar”. 

Pois são nos momentos de aflição, angústia, medo, são nas horas de “e agora, o que eu faço”, que Jesus está e continua do nosso lado. E não importa o tamanho de nosso problema. Esta é a maravilhosa notícia da Páscoa: o Senhor Jesus está vivo e muito presente em todos os momentos e situações de nossa vida. Creio que é por isto que, junto com a principal história da Bíblia, encontra-se uma pergunta que é minha e é tua: Quem vai tirar para nós a pedra? Pois a Páscoa tem a resposta! Amém!