Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Semanal 161 - 1 a 7 de Abril de 2008

Cultos – 7° Domingo de Páscoa
Tema: É muito bom viver unidos. Antes, porém, é necessário.
Leituras Bíblicas: Sl 133; At 1.1-14; 1Pe 4.12-17; 5.6-11; Jo 17.1-11.
Resumo da Mensagem: Antes de subir aos céus, Jesus orou pela unidade e comunhão dos cristãos. Não é somente bom e agradável que o povo de Deus viva unido, Acima de tudo, é necessário. Pedro escreve que o Diabo é igual a um leão. Ele ataca a ovelha que está afastada do rebanho. O Diabo continua rugindo e procurando alguém para devorar. Por isto o aviso: fiquem alertas. Mais do que nunca, precisamos sempre nos reunir todos juntos e orar (Atos 1.14). (pastor Marcos)
Lembretes
PROGRAMA DA ASCENSÃO – No Dia da Ascensão, 20h, na igreja, canta o Coral Misto e a Banda “C” da Congregação Cruz de Petrópolis, Porto Alegre. Também com uma palestra proferida pelo professor de Teologia Vilson Scholz, do Seminário de São Leopoldo. Será uma ótima programação neste feriado.
SEMANA DE ORAÇÃO – No dia 8 de maio, próxima quinta acontece em nossa congregação um culto especial da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, conforme programa do Serviço Ecumênico de Novo Hamburgo.
CULTO MISSIONÁRIO – Dias 10 e 11 de maio, Pentecostes, os cultos serão sob o enfoque da missão, e o pregador professor Anselmo Graff do Seminário. O desafio é envolver os grupos do PEM e cada trazer um vistante. Não haverá cultos nos bairros.
MÚSICA - A Escola de Música São Paulo reinicia suas atividades em maio com aulas de violão e teclado, na segunda-feira no período da tarde. Interessados podem falar com o pastor Ezequiel. As vagas já estão quase no fim.
INSTRUÇÃO DE ADULTOS – São 10 encontros que acontecem na terça-feira, 20h, no Lar da igreja com o pastor Marcos. Inscrição na Secretaria.
OLIMPÍADA ESPORTIVA - A Olimpíada Esportiva Distrital dos Jovens é no Seminário Concórdia neste 3 de maio, a partir das 13h, e dia 4, a partir das 8h.
CESTAS BÁSICAS – A Assistência Social lembra da necessidade mensal com cestas básicas para as famílias carentes assistidas por este serviço.
GALETO - Na secretaria tem cartões de Galeto c/massa e salada da Assistência Social, que será oferecido para levar, no Cesaspa, dia 10/05/08.
CHÁ – Também na secretaria cartões para o chá das Servas da Comunidade que será servido no Cesaspa no dia 14/05/08.

Artigo - Minha Ascensão

Confesso, deixei a declaração de renda para a última hora, o que complicou o meu tempo para escrever este artigo de cabeça fria. O assunto é a Ascensão de Jesus que coincidiu com o Dia do Trabalho. E aí pensei: subida de Jesus aos céus, trabalho, imposto de renda, acho que é por aí. Afinal, quantas coisas entopem nosso tempo e coração, coisinhas aqui debaixo, enquanto que Jesus lembra antes de ascender: Não fiquem aflitos, na casa do meu Pai há muitos lugares e eu vou preparar um lugar para vocês (João 14.1,2). É complicado viver estes dois mundos, o terreno e o celestial, o racional e a fé. No entanto, deste exercício nenhum cristão escapa, de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mateus 22.21). Por exemplo, a história do brasileiro Eike Batista, que afirmou nesta segunda-feira que "vai ser brincadeira" ultrapassar o Bill Gates e se tornar o homem mais rico do mundo. Será que ele almeja um lugarzinho lá no céu? Ele tem a 142º maior fortuna do planeta, e não esconde a “ascensão” que pretende: ser o primeiro no pódio dos ricos. Coitado, deve pagar muito imposto e ter bastante trabalho nesta missão. Fico pensando agora em outra coisa: a falta de comida no mundo. Bem que o Eike poderia abrir a mão e os celeiros. Ah, mas ele precisa eliminar 141 milionários, e não pode desperdiçar nenhum “grão de arroz”.
Mas, quem sou eu para falar deste empresário. Ele ao menos é sincero: “quero ser o mais rico”. Miseravelmente pode perder tudo (Lucas 12.20), mas ele tem um objetivo. Qual a ascensão que desejo? Conheço o caminho para onde quero ir? Tenho as coordenadas? Estou preparado? Este foi o problema do padre Adelir que subiu aos céus, grudado em balões de festa. O instrutor de vôo dele disse que o religioso não concluiu o curso e não sabia voar, mas mesmo assim “se jogou nessa". Quem sou eu também para julgar o padre Adelir, até porque este pode ser o meu próprio erro em arriscadas aventuras. Ascender cegamente em planos, até com boas intenções, mas esquecendo que os ventos mudam de direção. Por isto o alerta: Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte (Provérbios 14.12).
Jesus subiu aos céus com propósitos bem definidos, preparado e autorizado pelo Pai, revelando gloriosamente o seu último ato visível na terra. Escreve Paulo: Assim, quem desceu é o mesmo que subiu, acima e além dos céus, para encher todo o Universo com a sua presença (Efésios 4.10). Uma presença garantida pelo próprio Salvador ao dizer que estaria conosco todos os dias até o fim dos tempos (Mateus 28.20). Na verdade, aqui começa a minha descida e subida, isto é, a minha vida. Ou como disse o apóstolo: Para mim viver é Cristo e morrer é lucro. Mas, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil (Filipenses 1.21,22).
Bem complicado hoje ter uma vida útil numa sociedade confusa em valores relativos. Por isto, dependendo para onde quero ir, e qual o caminho para chegar lá, o meu trabalho e a minha declaração de renda podem acusar que nem estou aí com a ascensão do Senhor. E no final, se deixei para a última hora, posso entrar num tráfego congestionado. Por isto, melhor é imediatamente fazer a pergunta de Tomé: Como posso saber o caminho? E crer na resposta daquele que subiu: Eu sou o caminho, ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim (João 14.6).
Marcos Schmidt
Jornal NH de 1º de maio de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Artigo - O protecionismo do pão nosso

“O mundo está com fome”, destacou o Bom Dia Brasil desta quarta-feira. O alerta vem da ONU sobre a crise de alimentos, cada vez mais caros e escassos. Nos últimos seis meses o preço dos alimentos no mundo aumentou em mais de 50%. Só neste ano o arroz subiu 140% no mundo, e num dia o trigo 25%. O secretário-geral da ONU comparou esta inflação com um "tsunami silencioso". Na abertura da Conferência da ONU para o Desenvolvimento e Comércio no último fim de semana, pediu por um urgente plano internacional a fim de evitar uma tragédia. Uma das soluções seria o fim do protecionismo comercial por parte dos países ricos.
Se depender da boa vontade dos donos dos celeiros, muita gente vai morrer de fome. Alguém já disse que "os países ricos podem pagar para não produzir enquanto os pobres têm que produzir para pagar." É o caso do implacável “protecionismo”, em que países do primeiro mundo querem que países emergentes abram seu mercado interno para os produtos industriais, mas se fecham na área agrícola. Em outras palavras, é a perversa lei do mercado e dos lucros. Não entendo muito deste assunto, e acho que a maioria tem a mesma dificuldade. Mas o que está por traz disto tudo é de fácil assimilação: ganância.
Conforme comentário da economista Miriam Leitão, “o Brasil pode ser parte da solução para esta crise mundial. Há muita terra sendo desprezada. Basta usar terra já desmatada”. Mas será que estaríamos dispostos com nossas riquezas para ajudar os pobres do mundo? Já temos miséria que chega aqui, porque socorrer os famintos da Ásia, da África? E agora vem o Paraguai querendo mais dinheiro da Itaipu!
Sem dúvida, este negócio de economia é bem complicado. Parecido com aquela história do homem que disse a Jesus: — Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou. (Lucas 12.13-21). O Evangelho segue com uma intrigante resposta de Jesus e um exemplo de protecionismo daquele tempo: — Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês? E continuou, dizendo a todos: — Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas. Depois Jesus contou uma parábola: — As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer? Ah! Já sei! — disse para si mesmo. — Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: ‘Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se.’ ” Mas Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” Jesus concluiu: — Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.
Na verdade, comida tem de sobra e apodrece neste planeta criado por Deus, onde ninguém precisaria morrer de fome. O que falta mesmo é a prática da oração: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. No entanto, isto já é outro assunto complicado, mais que economia. Uma lição que muitos nunca terão interesse em aprender.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 24 de abril de 2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Artigo - No sexto andar

O assombroso interesse no caso Isabella tem explicação no sensacionalismo da mídia e no doentio gosto popular por tragédias alheias. Mas têm outras coisas. O assunto já superou todos os tipos de cenas fantasiosas num enredo de novela, até mesmo com a célebre pergunta: Quem matou quem? Um antropólogo comenta que o caso veio a calhar para a mídia, que é o grande filtro, mas tira o espaço de coisas muito mais importantes para a vida coletiva.
Mas o fato não deixa de ser importante para a sociedade, sobretudo se for confirmado que o pai e a madrasta são os assassinos. As últimas informações apontam para uma tragédia familiar que atinge indiretamente todas as famílias. Brigas de marido e mulher e violência contra os filhos são sintomas de uma doença degenerativa da sociedade. E a terrível constatação nisto tudo é que a corda sempre arrebenta no mais fraco. E se não bastasse, ainda tem o circo armado. Não é nenhum exagero dizer que por traz de tudo existe algo pervertido, como naqueles espetáculos romanos, quando o povo lotava os estádios para ver o leão comer gente.
Parece que o bom senso do povo também foi atirado do sexto andar. E este é o nosso dilema, discernir o relevante do banal, o certo do errado num tempo quando o que vale é a emoção e o espetáculo. Que nada é absoluto, isto é filosofia e tragédia gregas. Mas que tudo é relativo conforme os sentimentos, isto é coisa de mercado difundido por novelas fictícias e reais. Conceitos e valores são jogados pela janela, e ninguém sabe por que, para que e por quem. As coisas simplesmente acontecem sem propósitos definidos. Por exemplo, uma mulher, um homem e um homossexual vivem um triângulo amoroso, têm um filho, formam uma “família”. É certo, é errado? Isto não depende do que a maioria ou a minoria pensa, mas do que um autor de novela julga conveniente – conforme os índices de audiência, é claro.
O apóstolo Pedro alertou contra os mestres que escreviam as “novelas” da época, dizendo que muita gente vai imitar a vida imoral deles. Sob a influência da cultura grega, do hedonismo, do culto ao prazer, Pedro lembra que na ambição deles por dinheiro, exploram com histórias inventadas. Traça um perfil bem definido: são atrevidos, agem por instinto; têm prazer em satisfazer em pleno dia seus desejos imorais; o seu apetite pelos prazeres imorais nunca fica satisfeito; prometem liberdade, mas eles próprios são escravos de hábitos indecentes (2 Pedro 2).
Este é o modelo que a mídia hoje oferece de forma bem sutil. E não adianta olhar para a janela de cima, nem para a de baixo. Todos têm duas caras - o bem e o mal. E aí a explicação de nosso interesse no caso Isabella, afinal, cada um carrega um assassino dentro de si. Paulo foi corajoso ao confessar: Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero é que eu faço (Romanos 7.19). O drama dele teria um fim trágico se não fosse a última cena: Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! (Romanos 7.24,25).
Assustadoramente, todos estamos no sexto andar.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 17 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Artigo - Desinfetante do medo

Se a gente consegue sobreviver à violência dentro e fora de casa, aos acidentes domésticos e de trânsito, corre ainda o risco de ser abatido por inimigos que se alojam no corpo. Nas últimas semanas o assunto é dengue, febre amarela, hepatite A, e o terrível acinetobacter. Qualquer um poder ser a próxima vítima. Todos estão no meio de uma “guerra civil” e são alvo fácil de franco-atiradores. O Doutor Bactéria alerta que todo o cuidado é pouco. E se lavar as mãos era uma mania de gente com TOC, agora é a primeira recomendação.
“Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”. E agora? Qual a saída para manter-ser sadio também da cabeça? Pensando bem, esta é a moléstia mais contagiosa: o pânico. Mas, como não aumentar a adrenalina com tudo o que está acontecendo? É um sentimento normal que faz parte, e que tem nome: extinto de sobrevivência. Mas a questão é o equilíbrio emocional. Por exemplo, não adianta nada permanecer vivo e de corpo são, mas doido da cabeça. Trancado dentro de casa com receio de ser assaltado, sair na rua com guarda-costas, manter-se longe dos hospitais, encher-se de repelente, usar colete à prova de balas, e apesar de todos estes e outros cuidados, com a bactéria do pavor alojada nos pensamentos.
“Durante a vida inteira estamos sempre em perigo de morte” (2 Coríntios 4.11). Além das moléstias daqueles tempos desprovidos da medicina moderna, Paulo tinha outro perigo de morte: “...por causa de Jesus”. E de fato, sucumbiu sob o martírio, igual a tantos outros cristãos primitivos. Pode parecer anestesia mental, mas nestas horas quando a coisa encrespa, a genuína crença faz a diferença. Digo “genuína”, porque tem fé que imprime ainda mais o medo, o pavor de um “deus” que exige retorno, que cobra gratificação, que castiga aqueles que não cumprem as metas. Quantos vãos aos templos e saem ainda mais apavorados e senis?
No amor não há medo, escreve João. O amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo (1 João 4.18). E porque ele tem esta certeza? Ele responde: Deus nos deu o seu Espírito (1 João 4.13). No Evangelho o mesmo apóstolo lembra as palavras do Salvador: Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho (João 3.16). Agora, na Epístola, ressalta: Deus é amor (1 João 4.16).
Isto não significa que um cristão tem o “corpo fechado” para as desgraças. Espalham o vírus da heresia aqueles que ensinam que doença, pobreza e todos os males são resultado da falta de fé. Se isto fosse verdade, os apóstolos seriam cristãos medíocres, e o próprio Senhor Jesus um fracassado. O que o cristão possui, na verdade, é aquilo que diz Paulo: Eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus; nem os sofrimentos, nem as dificuldades, nem a perseguição, nem a fome, nem a pobreza, nem o perigo ou a morte (Romanos 8.35).
Pois nestes tempos onde o próprio lar está contaminado por medo e terror, só resta um desinfetante: Ainda que o meu pai e a minha mãe me abandonem, o Senhor cuidará mim. Confie no Senhor. Tenha fé e coragem (Salmo 27.10, 14).
Marcos Schmidt
Jornal NH de 10 de abril de 2008