Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sermão 3º Domingo de Páscoa/2012


3º Domingo de Páscoa – 2012
Textos:     Sl 4      At 3.11-21    1 Jo 3.1-10    Lc 24.36-49

Texto base: “Somos, de fato, filhos de Deus. É por isto que o mundo não nos conhece, pois não conheceu a Deus” 1 João 3.1

Tema: Parecidos com Cristo e desconhecidos pelo mundo.

________________________________pastor Marcos Schmidt________________

         De certa forma, todos nos preocupamos com a nossa aparência física. Alguns mais, outros menos. Se vivêssemos numa ilha deserta, sozinhos, sem ninguém ao lado, não teríamos nenhum motivo para cuidar do cabelo, de estarmos bem vestidos – ou de estar mais gordo, mais magro... Na verdade, a gente vive em função dos outros quando o assunto é “aparência”. E as mulheres, neste sentido, se preocupam mais do que os homens. É a vaidade feminina, uma característica que, dentro do equilíbrio, é muito importante, sobretudo, no casamento.
         Mas, e a nossa aparência espiritual? Existe uma preocupação nesta área?
         É claro que não adianta nada vivermos só de aparência – isto é hipocrisia, falsidade, quando por fora somos uma coisa e por dentro outra.
         Mas, assim como é importante cuidarmos de nosso aspecto físico para causar uma boa impressão, é importante mais ainda cuidarmos de nosso aspecto espiritual.
         E porque é importante este cuidado – digamos, com este tipo de vaidade? (se é que dá pra chamar de vaidade)
         Por um simples fato: para darmos bom testemunho de que somos filhos de Deus.
         Interessante, no entanto, o que escreve João em nossa epístola. Ele diz:  “Vejam como é grande o amor do Pai por nós! O seu amor é tão grande, que somos chamados de filhos de Deus e somos, de fato, seus filhos. É por isso que o mundo não  nos conhece, pois não conheceu a Deus.”
         O mundo não nos conhece como filhos de Deus, não percebe, não vê, não enxerga – diz o texto. “Mundo” aqui são as pessoas descrentes que hostilizam, agridem, zombam, perseguem os cristãos. Se elas conhecessem Deus, elas também conheceriam os filhos dele, os cristãos.
         Pois é exatamente por este motivo, do mundo não enxergar que somos filhos de Deus, que devemos nos preocupar com a nossa aparência espiritual. Porque, caso contrário, se as pessoas descrentes, que não conhecem Deus, começarem a nos reconhecer como filhos de Deus, então eles estarão vendo outro “deus”, e não aquele que é o verdadeiro.
         O que eu quero dizer é o seguinte (e é isto que a leitura da epístola nos fala hoje): nós temos uma aparência espiritual diferente do mundo, a mesma aparência que Cristo tem. Uma aparência a Cristo tanto no corpo como na alma, uma aparência de atitudes e de comportamento. Somos a cara de Cristo, o jeito de Cristo. Como dizem: “cara e focinho”.
         Vejam só o que o nosso texto diz, no versículo 2 (1 João 3): “Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser”. (não sabemos o que vamos ser porque a Bíblia não revela em detalhes como seremos na vida eterna). O texto continua: “Porém, sabemos isto: quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é”.
         Na vida eterna seremos parecidos com Cristo, isto é, perfeitos, santos, sem pecado. E com um corpo parecido com Cristo, glorioso, perfeito, sem as consequências do pecado.
         No entanto, é preciso dizer que isto já está acontecendo em nós. Esta aparência de Cristo em nós já existe. Podemos comparar esta nova vida em nós com uma criança que está na barriga da mãe. Desde o momento que a criança foi concebida, quando houve a fecundação, começou o processo da semelhança desta criança com o pai e a mãe. No dia do nascimento, do “dar à luz”, finalmente a criança mostrará a todos a sua semelhança com os pais.
         Pois, desde o momento quando fomos concebidos pela água e palavra no Batismo, quando a fé foi colocada em nosso coração, começou em nós este processo de “ser parecido com Cristo”. Por isto as palavras: “quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele”.
         O mundo que não conhece Deus, que não tem a Cristo, faz algo parecido com esta legalização do aborto dos anencéfalos, e todos os outros tipos de aborto. Eles não reconhecem a vida que existe no útero da mulher, e se acham no direito de exterminá-la.
         Algo semelhante contra os cristãos, que vivem numa gestação espiritual, na barriga da igreja. O mundo quer abortá-los, porque não aceitam a paternidade divina deles.
         Diante disto estão estas palavras de João: “É por isso que o mundo não nos conhece, pois não conheceu a Deus”.
         E o que seria o aborto de um cristão?      
         É aquilo que está no verso 7 e 8: “Meus filhinhos, não deixem que  ninguém os engane. Aquele que faz o que é correto é correto, assim como Cristo é correto. Quem continua pecando pertence ao Diabo”.
         “Continuar pecando” aqui é não ter a fé em Cristo que perdoa os pecados. O cristão, mesmo pecando, ele tem o perdão ao se arrepender  e crer no amor de Deus.
         Mas, aqui existe um perigo: de pecar e continuar pecando, e não se arrepender e crer no perdão. Este regreesso espiritual, se permanecer, terá como consequência o aborto da vida com Cristo.
         É preciso entender isto: precisamos permanecer ligados a Cristo através do cordão umbilical da fé. Através deste cordão umbilical, recebemos todos os nutrientes espirituais necessários para uma gestação sadia e tranquila.       
         Por isto o alerta: “Não deixem que ninguém os engane”.
         Com respeito ao aborto em si, esta prática comum na sociedade humana. Segundo estatísticas, no mundo acontecem em todo de 50 milhões de abortos todo o ano. No Brasil são em torno de 1 milhão, legais e ilegais. E cada vez mais se tenta legalizar este tipo de assassinato, como agora o caso com as crianças sem cérebro. E eles encontram várias justificativas a favor deste tipo de crime, sendo a principal delas de que a mãe/mulher é dona de seu corpo e tem o direito de escolher o aborto ou não.
         Pois este é o maior de todos os enganos – e por isto as palavras “não deixem ninguém os enganar”. Esta ideia de que nós somos os donos de nosso corpo, de nossa vida, de nossos atos, e ninguém tem nada a ver com isto, isto é a maior mentira da humanidade.
         Esta é uma visão das pessoas do mundo, os filhos do Diabo, filhos sem o Pai Celestial. Eles pensam que podem tudo, mas não podem nada.
         Nós cristãos obedecemos ao nosso Pai. E obedecemos por um fato bem simples. Por aquilo que está no primeiro versículo: Vejam como é grande o amor do Pai por nós!
         Outro engano que sempre nos tenta é de não acreditarmos que somos filhos legítimos de Deus, de não crermos que temos uma aparência semelhante a Cristo.
         Este tipo de ignorância, de falta de entendimento, leva um cristão a se achar parecido com as pessoas do mundo.
         Este foi o problema dos discípulos, conforme a leitura do Evangelho, quando nem mais lembravam da aparência de Jesus, e o confundiram com um fantasma. Eles esqueceram quem eram porque esqueceram quem era Jesus. Tipo aquela história que todos vocês conhecem, do ovo de águia que foi colocado no ninho de galinha. A águia depois cresceu no meio das galinhas, e achou que era uma galinha. E por isto ficou ciscando, correndo no chão, sem abrir as asas e voar.
         Precisamos sempre olhar para o Jesus ressuscitado, para saber quem somos e não ser nem viver como as pessoas do mundo são e vivem.
         Neste sentido, o texto é bem preciso: “A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus”.
         Viver como filho de Deus é ser correto e amar o próximo, porque Deus é correto e ama os seus filhos.
         Estimados irmãos, como disse no começo, todos nos preocupamos com a nossa aparência física. Mas, devemos ainda mais nos preocupar com a nossa aparência espiritual. Esta aparência vai dizer e provar que somos filhos de Deus. E se o mundo não reconhece em nós que somos filhos de Deus, isto também é outro prova quem somos e com quem somos parecidos.
         E o mais interessante no meio deste cuidado com a nossa aparência espiritual, está a promessa do Salmo deste culto:
         “Lembrem que o Senhor Deus trata com cuidado especial aqueles que são fiéis a ele; o Senhor me ouve quando eu o chamo” (Salmo 4.3).
         Amém.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Artigo Anencéfalos e especiais

Anencéfalos e especiais

Extermínio. Esta é a palavra do ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal para qualificar a decisão que legaliza o aborto de crianças sem cérebro: “No caso de extermínio do anencéfalo encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso superior que infringe a pena de morte a um incapaz”. Para ele, o feto portador de anencefalia tem vida, diferentemente dos seus colegas que afirmam que a gravidez de anencéfalo não pode ser taxada de aborto: "O crime de aborto pressupõe gravidez em curso e que o feto esteja vivo”. Quem está com a verdade? 

A justificativa para o aborto de anencéfalos é o sofrimento da gestante. Mas, e os pais que sofrem a vida toda cuidando de filhos deficientes – filhos especiais? A dor que suportam não é com amor, satisfação, dedicação? E a criança sem cérebro não é ainda mais especial? Se viver 10 minutos fora do ventre, não é a oportunidade para manter os cuidados e depois fazer um sepultamento digno? Aliás, o que é feito com o corpo da criança anencéfala?

“Quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo, tu me viste antes de eu ter nascido”, diz Davi sobre esta ecografia divina. E complementa: “Os dias que me deste para viver foram todos escritos no teu livro quando ainda nenhum deles existia” (Salmo 139). Se os dias de vida são um presente do Criador, e foram escritos no seu livro, ninguém tem o direito de abreviá-los. Por isto, antes do STF tem o mandamento “não matarás”. Também tem o que disse Pedro: “Devemos obedecer a Deus e não às pessoas” (Atos 5.29).

O rei Davi confessou que ele era pecador desde o dia em que tinha sido concebido. Neste mesmo Salmo 51 ele implora: “Ó Deus, meu Salvador, livra-me da morte”. Esta é a petição de milhares de crianças que são mortas diariamente antes mesmo de serem dadas à luz. Foi para elas, com ou sem cérebro, que Jesus disse: “Deixem que as crianças venham a mim”.


Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
19 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O SEMANAL, ANO 8 - Nº 367


O SEMANAL - 12 a 18 de abril de 2012

IELB – Comunidade Evangélica Luterana São Paulo - celspnh.blogspot.com
Rua Joaquim Nabuco, 973 – Centro – Novo Hamburgo / RS
Secretaria: 3066-6434 / celspnh@sinos.net
Pastores: Marcos Schmidt: 8162-1824 – marsch@terra.com.br
Edgar Züge: 8574-1172 – edgarzuge@yahoo.com.br

2º Domingo de Páscoa
Tema:       Jesus age nos e através dos seus discípulos!
Leituras:   Sl 148     At 4.32-37     1 Jo 1.1-2.2     Jo 20.19-31
Mensagem:   A situação dos discípulos de Jesus depois de sua morte não era nada confortável. Estavam escondidos, com medo daqueles que tinham mandado matar o seu Mestre. Por outro lado, podemos imaginar que eles estavam com os mais diversos tipos de emoções além do medo: sentimentos confusos, angústia, dúvidas quanto ao futuro e, principalmente, dor de consciência, pois na hora da prisão de Jesus, eles “deram no pé”. O sentimento de culpa é um dos piores que há. Por isso a aparição do Senhor ressuscitado deve ter causado o maior impacto na vida deles, sem palavras de recriminação, mas com a mensagem: “Que a paz esteja com vocês. Fiquem com a minha paz (perdão). E sejam mensageiros desta paz.” O consolo e encargo permanecem, ainda hoje!    pastor Edgar

Programação na Semana

17/04 - Terça
13h30
18h30
19h30
Assistência Social
Musicalização - flauta doce
Coral
18/04 - Quarta
14h30
19h30
Servas Guarani
Reunião Diretoria da Comunidade SP
19/04 - Quinta
14h
20h
3ª Idade
Culto “São Paulo” 
20/04 - Sexta
18h15
19h
19h40
20h
Instrução 1º e 2º Anos
Instrução Pré- Confirmandos
Juventude Mirim
Leigos – Encontrão na São Lucas, NH
21/04 - Sábado
9h
18h
20h
Aulas de teclado e violão / Instrução de Adultos
Culto “Jesus Redentor”
Culto “São Paulo – após janta com casais
22/04 - Domingo
9h
18h
Culto “São Paulo”
Jovens

Lembretes

BATISMO – LEONARDO SCHUNCK, filho de Carlos Schunck Junior e Tatiane Schunck. Nascido em 02/03/2012 e batizado em 14/04/2012. Padrinhos: Kelly Schunck, Fabiano Petry, Deise Petry, Marcio Staudt, Cíntia Sperb, Bianca Sperb, Fabiano Silva, Clara Klering.
FALECIMENTO – NELSI OLINDA PETRY DOS SANTOS, aos 71 anos, no dia 10 de abril de 2012. Deixa enlutados o esposo Lucio Blauth, 2 filhas, 2 genros, 1 nora, 8 netos, 1 bisneto.
ANIVERSÁRIO – Neste 14/04 o Departamento dos Leigos festejam 64 anos, e no Domingo, 15/05, promovem um almoço/churrasco, 15 reais, no Cesaspa.
CASAIS – No dia 21 de abril, sábado, o Grupo de Casais participa do culto (20h) e depois se encontra no Restaurante Buena Qualitá, Marcílio Dias, 1725. A janta custará 45 reais por casal. Inscrições na Secretaria ou com pastores.
PROFISSÃO DE FÉ – Interessados em ser membro da igreja, falem com os pastores ou na Secretaria. Encontros aos sábados, 9h, com o pastor Marcos.
ENCONTROS TEOLÓGICOS – Já tem as datas: 25/04, 02/05, 23/05, 30/05/, 13/06 e 27/06. São 6 encontros nestas 4ª feiras, 20h, na igreja, com o professor Gerson Linden, sob o tema: Introdução ao Novo Testamento. Informações na Secretaria.
CURSO LIBRAS – São 4 opções de horário na semana: Sábado, 8h30, e terça, quarta e quinta-feira, 19h. Informações: pastor Gilberto Lange, fone 9933-1502.
SINGULARES – Nos dia 28 e 29 de abril, Encontro de Singulares no Grêmio Atiradores de NH, organizado pela Comunidade São Lucas, NH. Inscrições com Milena Rieger (9336-0024), no valor de 35 reais. Informações na Secretaria.
SERMÕES – Leia no blog celspnh.blogspot.com os sermões dos cultos, mensagem de Páscoa do presidente da IELB...
MENSAGEIRO LUTERANO DE ABRIL – Pegue um e coloque 5 reais na caixinha!
Amigo(a) visitante, bem vindo a esta igreja e que Deus lhe acompanhe!

Sermão 2º Domingo de Páscoa


2º domingo de Páscoa, 12, 14 e 16 de abril de 2012
Tema: Jesus age
Texto: Jo 20.21-23

Introdução
Boni, famoso por criar o “padrão Globo de qualidade”, ao lançar em Porto Alegre seu livro autobiográfico, disse hoje na RBS-TV, afiliada da própria Globo em POA, que “tratar com pessoas é tratar com emoções”.
Absolutamente certo. As emoções humanas são dos mais diversos tipos, passando da extrema tristeza à extrema alegria, da raiva à tolerância, etc. Mas uma das emoções mais significativas é a culpa, muitas vezes infundada. Mas quando tem fundamento, é algo terrível.
            Não sei quais os seus sentimentos, suas emoções, positivas ou negativas, que estão em sua mente hoje. Disse alguém que a maioria dos nossos problemas não são tão grandes assim, problemas mesmo são as emoções que eles provocam, a forma como reagimos aos problemas. De qualquer forma, sempre lidamos com emoções, sobretudo quando tem a ver com culpa.

A. Jesus age concedendo paz aos angustiados

  1. Os Discípulos. Vejam o caso deles depois da morte de seu amado Mestre. Estão angustiados, com medo de seus inimigos, com os mais diversos tipos de sentimento, provavelmente de culpa também. Por quê? Pedro negara por três vezes que conhecia a Jesus; com exceção de Pedro e João, todos tinham fugido quando Jesus foi preso.
  2. Nós. Como esposos, pais, trabalhadores, cidadãos nem sempre somos o que deveríamos ser. Como crentes não somos tão dinâmicos na vivência e testemunho de nossa fé. Culpas reais ou imaginárias nos perseguem. E como ficamos?
  3. Confissão dos pecados. Quando o sentimento é de culpa, a solução começa com a confissão, o reconhecimento do erro. Aliás, nunca é demais lembrar que por natureza já nascemos em pecado. Isto está latente nos crentes também. Os erros diários são “amostras grátis” desta situação. A epístola de hoje, 1 Jo 1.1-2.2 nos incentiva a confessar para que Deus nos perdoe.
  4. A Ressurreição de Cristo. Ela foi atestada das mais diversas formas, passando pela aparição aos confusos, amedrontados e culpados discípulos. Jesus aparece “do nada” por assim dizer. Não tem nenhuma palavra de recriminação (só uma semana depois recrimina Tomé por sua descrença). As palavras que Jesus tem para eles e para nós são de conforto, perdão, aceitação, alegria e esperança: “Que a paz esteja com vocês!” Paz é o equivalente do hebraico Shalom, a primeira e usual saudação entre os judeus. Significa tudo de bom, toda sorte de bênçãos, espirituais e materiais. Jesus dissera antes que “não a dava como o mundo a dá” (Jo 14.27). A paz do mundo, relativa tranquilidade, ausência de guerra, pode até existir, mas paz verdadeira, total, integradora e duradoura, só a paz de Cristo, com o perdão dos pecados. Esta paz foi conquistada com seu sofrimento e morte na cruz por nós. Esta é  “a minha paz”, no dizer de Jesus. Paz em meio aos conflitos. Tudo isso é garantido pela gloriosa ressurreição que garante que Deus Pai aceitou o sacrifício como suficiente e, de quebra, que também vamos ressuscitar.

B. Jesus age enviando os pacificados

A resposta de amor para com todo este amor de Jesus Cristo é muito dinâmica. Estes agem com louvor, amor ao próximo e testemunho.
  1. Louvor. O Salmo deste dia, 148, é maravilhoso. Em três partes distintas fala do louvor a Deus: (a) vv. 1-6, os céus louvam; (b) vv.7-12, a terra e as criaturas louvam; (c) vv. 13-14, os seres humanos louvam. No Apocalipse há grandes cantos de adoração e louvor ao Cordeiro de Deus nestes termos. Os discípulos glorificaram a Deus e nós somos instados a louvarmos a Deus pela grandiosa salvação.
  2. Atos de amor. Somos os promotores do bem estar, da harmonia e paz entre os irmãos. At 4.32-37 fala desta vida de amor entre os irmãos, dando inclusive o exemplo de Barnabé, natural de Chipre, “aquele que Consolava” os irmãos. Isto servia de testemunho do amor de Cristo ao mundo. Tal vida deve estar entre nós também. Não somos apenas chamados a crermos, mas a vivermos a fé. Não somos apenas assistentes de um espetáculo de vez em quando, mas chamados a tocarmos na orquestra de sopro de Deus.
  3. Testemunho. Temos aqui três ênfases de Jesus: o envio, a capacitação e o método. (a) O Envio: “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.” Temos aqui a Grande Comissão. Os apóstolos deveriam ser agora os agentes de Cristo, seus embaixadores. Tal comissão foi repetida num monte na Galiléia (Mt 28.18-20) e no Monte das Oliveiras, por ocasião da Ascensão de Jesus (Lc 24; At 1). É a missão da igreja ainda hoje. Ela não está aqui como um fim em si mesmo, mas com o meio de atingir o fim, a saber, a salvação de milhares e milhares. (b) A Capacitação: “Depois soprou sobre eles e disse: Recebam o Espírito Santo.”  Este Espírito eles sempre tiveram, pois a fé é operada pelo Espírito Santo. Mas agora receberiam mais dons para que a evangelização efetivamente pudesse acontecer. No Pentecoste haveria um derramamento todo especial do Espírito Santo. Seus dons devem ser pedidos por nós também. (c) O Método: O que eles deveriam fazer? Anunciar e praticar o perdão dos pecados, pois “onde há perdão dos pecados, há também vida e salvação.” (Lutero). Disse Jesus: “Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados.” Isto é o Ofício das Chaves, de Mt 18, dado a Pedro e aos seus colegas. Que fique claro: não só a Pedro, mas também a todo crente individualmente e à igreja como um todo. De público os ministros, em nome da igreja, o aplicam. Em particular cada cristão pode e deve fazê-lo.

Conclusão

         Que o Espírito Santo, que nos leva a crer na verdadeira paz, nos assista em nossa missão de “mensageiros da paz”. Amém.




Rev. Edgar Züge
Novo Hamburgo, 12 de abril de 2012.
edgarzuge@yahoo.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Artigo - Nó da falsidade

O drama na vida real deste ator que se enforcou de verdade ao interpretar Judas pode auxiliar com a verdadeira Páscoa. O rapaz encontra-se em estado grave, mas não corre risco de morte. Segundo o delegado, "em tese um cadarço que amarrava a capa que ele usava é que o enforcou". O assunto foi comentando mais que a própria paixão de Jesus, e penso que pode ajudar numa reflexão mais sincera sobre a religiosidade e costumes com respeito a morte e ressurreição de Jesus, mas que ficam apenas em gestos teatrais. O perigo é o drama teatral transformar-se em tragédia autêntica.

Não me refiro às tradições e encenações religiosas em si, até porque elas ajudam na divulgação do Evangelho. Falo do cristianismo "espetáculo", da fé encenada – daquilo que disse Jesus: "Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas (...) Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando" (Mateus 6). O risco pessoal ao encenar a fé para enganar os outros está no "nó do cadarço" daquilo que é o mais sagrado neste mundo, o nome de Deus. Tão sagrado que o mandamento diz: "Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. Este foi o grave pecado de Judas ao interpretar a si mesmo com a máscara da piedade, culminando sua cínica falsidade no palco do Getsêmani com o beijo da traição.

A fé sempre foi também objeto de grande perigo, porque quem vê cara não vê coração. E o pior dano não é na vida dos que são enganados, mas na vida do próprio falsário. O clássico exemplo é Judas que enganou a si mesmo. Se tivesse se arrependido igual a Pedro, teria a chance de ser autêntico e ter o perdão daquele a quem traiu. Mas preferiu seguir o teatro da vida, pior, o teatro da morte, e tornou-se um lastimável exemplo da mentira. Que nunca interpretemos Judas na vida real... 


Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
12 de abril de 2012