Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Artigo - Indiana Jones e a Bíblia

Uma notícia arqueológica revelou semana passada a descoberta da igreja cristã mais antiga do mundo. O local é uma caverna subterrânea datada do período entre os anos 33 e 70 da nossa era, na cidade de Rihab, Jordânia. Segundo os arqueólogos, o local tem sinais claros de rituais realizados no início da era cristã, com cerca de doze metros de comprimento e sete de largura. A área de culto é circular com vários bancos de pedra para os sacerdotes, e com acesso a um túnel que leva a um reservatório de água. Uma inscrição no chão da igreja cita os "70 amados por Deus e o Divino", referindo-se aos 70 discípulos (descrito em Mateus 10.1) e ao próprio Senhor Jesus. Conforme explicam os estudiosos, nos primeiros escritos da era cristã, Jesus era chamado de “Divino”.
No ano passado assisti a uma palestra do Dr. Paul Maier, professor de História Antiga da Universidade de Michigan, Estados Unidos, onde expôs basicamente o que está no livro “Jesus, verdade ou mito?”. Nesta sua obra, o especialista sobre Bíblia e arqueologia escreve: “Muito antes de vocês passarem desta vida para a melhor, novas e emocionantes descobertas vão influenciar o texto bíblico”. E não demorou: a primeira igreja cristã encontrada numa caverna – o achado arqueológico mais interessante dos últimos tempos para o cristianismo, comprovando que o Jesus que pisou nas terras da Palestina não é mito, mentira, mas absoluta verdade do ponto de vista histórico. É um fato importante para calar a boca de muitos críticos raivosos, como, por exemplo, de certos “historiadores” com suas infundas teorias divulgadas em revistas de cunho científico.
Paul Maier conta que em certa ocasião recebeu uma carta irada de um ateu que o desafiou sobre a existência do Jesus histórico, prometendo que para cada prova daria mil dólares. “Eufórico, enumerei a ele seis lugares e pedi que fizesse o cheque de seis mil dólares... Nunca mais ouvi falar deste sujeito arrogante”, escreve Maier. De forma cativante e divertida, Maier comprova a veracidade do mundo bíblico através de uma “rodovia de três faixas”: a geografia, a arqueologia e a história fora da Bíblia. Finaliza o seu livro desafiando: “E assim, quando Jesus disse: ‘Amem ao Senhor, seu Deus, com todo seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua mente’, por favor, levem-no a sério quando ele diz ‘com toda a sua mente’. Você não precisa anular o seu cérebro no processo de chegar à fé ou de conservar a sua fé”.
Não é o cérebro que nos liga a Deus. É a fé. E fé, segundo o texto bíblico, é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver (Hebreus 11.1). O apóstolo Paulo lembra a distância imensurável entre o raciocínio lógico e a fé que salva, ao citar que a mensagem da morte de Cristo na cruz é um absurdo para os que estão se perdendo. “Essas verdades são loucura para essa pessoa porque o sentido delas só pode ser entendido de modo espiritual” (1 Coríntios 1.18 e 2.14). No entanto, Maier tem razão, o Criador colocou em nossa cachola uma massa cinzenta. Com ela podemos pesquisar, raciocinar, analisar. Podemos ser o “Indiana Jones” em aventuras fantásticas nos surpreendentes caminhos bíblicos, e descobrir que Deus deixou marcas sob o pó do mundo antigo.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 19 de Junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Cultos – 5º Domingo após Pentecostes

Tema: Cristo nos motiva a testemunhar.
Resumo da Mensagem: Vivemos uma época de insegurança que também atinge o nosso testemunho cristão. Sabemos que os problemas e sofrimentos deste mundo continuarão, mas precisamos vencer o medo e a vergonha para falar de Cristo às pessoas. Mas onde está nossa motivação? Cristo é o nosso Mestre e Senhor, o nosso exemplo, a nossa coragem e força para anunciar as maravilhas da salvação.
Leituras Bíblicas: Sl 91; Jr 20.7-13; Rm 5.12-15; Mt 10.24-33.
Hinos (Hinário Luterano): 285, 428, 316, 263, 256.

Artigo - Namoro, política e o gravador

Namoro e política dependem de honestidade e confiança! É por isto mesmo que estão na corda bamba. Para se ter idéia, pesquisa diz que apenas um em cada quatro brasileiros casados espera fidelidade do parceiro. Isso significa que 75% das pessoas comprometidas acreditam que, cedo ou tarde, podem ter de encarar a traição no Brasil. "Parece que ter um relacionamento extraconjugal já foi incorporado pela nossa cultura, mesmo que isso não seja o que as pessoas almejam", diz a professora da USP que fez a pesquisa tempos atrás. Enquanto isto, nesta semana um levantamento revela que 72% dos entrevistados não confiam nos partidos políticos. O dado faz parte do Barômetro de Confiança, instrumento de análise do grau de credibilidade dos brasileiros nas instituições e órgãos públicos do país. São duas revelações preocupantes. Enquanto que a honestidade já foi para o baú junto com o romantismo, a deslavada mentira fica cada vez mais evidente e comprovada com a tecnologia a serviço da desconfiança.
O artista plástico francês Titouan Lamazou viajou pelo mundo em busca de pessoas das mais variadas culturas, para compor uma seleção de fotografias com texto, intitulada “Mulheres do Mundo”. Entre 20 questões respondidas pelas entrevistadas, uma desperta atenção quanto à pergunta: quais as qualidades que deseja em um homem? De acordo com Lamazou, a honestidade e a sinceridade reinam absolutas no topo do ranking. Pois não surpreenderia uma resposta parecida, se tal pergunta fosse feita aos eleitores quanto aos políticos.
Antigamente era o fio do bigode. Hoje é o fio da meada perdido num rolo sem tamanho, e que só tem jeito com a tesoura. A gente sabe que mentira e corrupção sempre existiram tanto no seio familiar como nas relações políticas e sociais. Mas as coisas degringolaram em nosso país. Algo parecido com a situação de Israel no século sétimo antes de Cristo. O reinado de Jeroboão II alcançou sucesso e prosperidade (2 Reis 14), mas o cheiro da podridão moral atraiu um bando de abutres: idolatria, falsos juramentos, roubos, injustiças, opressões, adultérios e homicídios. No livro de Amós, a advertência perpassa os tempos e cai hoje como uma luva: “O povo de Samaria não sabe fazer nada com honestidade” (3.10); “Pais e filhos têm relações com prostitutas (2.7); “Vocês têm ódio daqueles que defendem a justiça e detestam as testemunhas que falam a verdade; vocês exploram os pobres e cobram impostos injustos das suas colheitas (...) Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres. Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada!” (5.10-13)
Sobre o Brasil que parece avançar para a prosperidade econômica, só existe uma saída a fim de que esta segurança material seja uma bênção para a nação diante de tamanha imoralidade que sacode o lar e a política. É a mesma indicada pelo profeta: “Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam. Odeiem aquilo que é mau, amem o que é o que é bom” (Amós 5.14,15). Este é o caminho para que o namoro aflore em bom casamento e a política em ordem e progresso.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 12 de junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cultos - Quarto domingo após pentecostes

Textos: Sl 100; Êx 19.1-8a; Rm 5.6-11; Mt 9.35-10.8.
Hinos: (LS) 198, 112, 199, 194, 81.
Tema: A proposta de Deus e nossa resposta.
Resumo: O texto do AT apresenta um momento histórico importante. O Senhor Deus constitui os Israelitas como sacerdotes sobre os demais povos da terra. Recebem uma dupla proposta da parte de Deus, e respondem que aceitam, dizendo que vão fazer tudo certinho, assim como Deus quer. É uma promessa maravilhosa, semelhante a que nós fizemos no dia de nossa confirmação, porém o problema está no coração humano, que é mau desde o nascimento, incapaz de guardar fidelidade por força própria. Apesar de conhecer esta fraqueza, o Senhor Deus aposta em salvar a humanidade pelo uso de pessoas frágeis, porque o seu poder se manifesta na fraqueza. (Pastor Figur)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Artigo - Vidas por um fio embrionário

“Aos seis meses de idade, Vinícius é um bebê que adora papinha de mamão, já tenta sair sozinho do carrinho e dá sonoras gargalhadas durante o banho. O menino foi gerado a partir de um embrião congelado durante oito anos, um recorde no país. Pelos critérios da Lei de Biossegurança, seria um embrião indicado para pesquisas com células-tronco embrionárias” (Folha de São Paulo, 8 de março de 2008).
"É uma loucura falarem que embrião congelado há mais de três anos é inviável. E isso não tem nada a ver com religião” (médico responsável pelo nascimento do Vinícius).
“Com que superioridade moral podem se apresentar aqueles que acreditam em Adão e Eva, ressurreição de mortos (...) para ditar normas de conduta aos homens de ciência? (...) O homem não se distingue dos outros seres vivos, animais ou vegetais, no espalmar da árvore genealógica da vida. É apenas um dos brotos extremos. O homem atual é um entre uma dezena de hominídeos que desenvolveram a inteligência e sucumbiram na esteira de milhões de anos pela seleção natural. Da ameba à célula de uma ervilha, ao córtex cerebral do chimpanzé e ao nosso, encontra-se o mesmo princípio estrutural do DNA” (cientista no artigo Vida, ciência, fé, célula-tronco, Zero Hora, 3 de junho de 2008).
“Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe. Eu te louvo porque deves ser temido. Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei disso muito bem. Tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo, tu me viste antes de eu ter nascido. Os dias que me deste para viver foram todos escritos no teu livro quando ainda nenhum deles existia. Ó Deus, como é difícil entender os teus pensamentos! E eles são tantos!” (Bíblia, Salmo 139.13-17).
“Defendemos o direito e o respeito à vida em todos os seus estágios de desenvolvimento, o que inclui o estágio embrionário. A retirada das células-tronco significa a destruição do embrião, sendo em nossa opinião, a interrupção de uma vida humana, não importando a finalidade, por mais nobre que seja a pesquisa. Os fins não justificam os meios quando se trata de vidas humanas. Deus, o Criador, atribui uma dignidade sagrada à vida de cada ser humano desde o momento inicial – a fecundação” (Rafael Nerbas, pastor luterano e especialista em Bioética, programa Toque de Vida, Ulbra TV).
Um cientista encontrou Deus e disse a Ele:
- Deus, nós temos feito coisas fantásticas, clonamos uma ovelha e podemos clonar humanos. Como pode ver, não precisamos mais do Senhor.
Deus balança a cabeça, e diz: - Bom, sem ressentimentos. Mas, antes, vamos fazer um concurso.
- Que tipo de concurso? Pergunta o cientista.
- Um concurso de fazer homem, responde o criador.
- Legal! Sem problemas! Exclama o cientista, que rapidamente se adianta, pega
um punhado de barro e diz: - Vamos lá, estou pronto! Mas Deus diz: - Não assim. Você tem que criar o seu próprio barro...
Moral da história: Um dia o Criador vai exigir seus direitos autorais.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 5 de junho de 2008