Nudez
exposta
O caso das fotos
íntimas da atriz me fez pensar em outro tipo de cuidado, além dos riscos do
exibicionismo físico. Se a facilidade de copiar e transmitir imagens nos faz
pensar duas vezes sobre a necessidade de registrar fotos e vídeos
comprometedores, preocupação semelhante deveria acontecer em âmbito espiritual.
Porque, cedo ou tarde, virão chantagens e extorsões. Aliás, quem faz o alerta é
o apóstolo Paulo num tempo sem internet. Ele compara a imagem da igreja com o
corpo humano, e diz: “O fato é que as partes do corpo que parecem ser as mais
fracas são as mais necessárias, e aquelas que achamos menos honrosas são as que
tratamos com mais honra. E as partes que parecem ser feias recebem um cuidado
especial” (1 Coríntios 12.22-23). Mais adiante ele explica que os cristãos são
o corpo de Cristo. O problema é que a igreja de Corinto estava se expondo em
intrigas por exibicionismo espiritual, e imagens íntimas vazaram e criaram
escândalo. O que também virou caso de polícia (1 Co 6.1), e literalmente a nudez
do corpo transformou-se em imoralidade sexual (1 Co 6.18). Toda a epístola é um
interessante manual para proteger a privacidade do corpo de
Cristo.
Gênesis registra
que após a primeira desobediência humana, Adão e Eva perceberam que estavam nus,
ficaram envergonhados e esconderam as suas intimidades. Logo após a promessa
para encobrir a corrupção explícita do ser humano (Gn 3.15 e Ap 12.17), o texto
observa que foi o próprio Criador quem confeccionou roupas para o casal. Isto
oferece dois recados: Desde que mundo é mundo, ficar pelado por aí é vergonhoso.
E o único jeito para ocultar o pecado é vestir o que Deus costura. Sobre esta
roupa divina Paulo escreveu: “Porque vocês foram batizados para ficarem unidos
com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo” (Gálatas
3.27). Sem dúvida é preciso todo o cuidado quando o assunto é
nudez.
Marcos
Schmidt
pastor
luterano
fone
8162-1824
Igreja Evangélica
Luterana do Brasil
Comunidade São
Paulo, Novo Hamburgo, RS
10 de maio de
2012