Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Artigo - Vergonha na cara

O caso do deputado que disse estar “se lixando” para a opinião pública faz a gente pensar na imagem de cada um, isto é, aquilo que os outros pensam da gente. Acredito que, se a maioria deixar de ter vergonha na cara, o mundo estará perdido. Porque quando a gente não ligar mais para o que dizem e pensam da gente, não fará diferença entre trabalhar e roubar, viver sóbrio e encher a cara, dizer a verdade e mentir, ser fiel e adulterar, respeitar e desrespeitar. Pior que este “se lixar”, este “nem estar aí”, é uma bactéria que vem contaminando.
É o “estar aí” com os outros que ainda faz a sociedade humana existir. Se a bússola para nortear o certo do errado é a consciência, o freio para a desordem é a vergonha na cara. É o que sobrou da imagem divina. Em Gênesis é dito que o ser humano foi criado parecido com Deus, isto é, santo, perfeito. Com a queda no pecado esta imagem ficou no céu. Mas o Criador deixou a vergonha na Terra. Tanto que logo após a queda, o primeiro casal se escondeu atrás dos arbustos porque percebeu que estava pelado. Este rubor diante da aparência dos órgãos sexuais estava dizendo: vocês agora são maus e por isto o limite da maldade de vocês estará no que os outros pensam.
Mas existe outro limite para o mal: o que Deus pensa. E aí entra uma história diferente da vergonha: o amor. E se nesta quinta-feira é festejado o dia da Ascensão do Senhor, então isto lembra que Deus se tornou semelhante ao ser humano para que o ser humano voltasse a ser semelhante ao Criador. E deixou uma tarefa antes de voltar aos céus: “Vocês serão minhas testemunhas” (Atos 1.8). Ser testemunha de Jesus é sentir vergonha do pecado e ter orgulho de fazer o que ele pede: “A natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos (...) O que eu mando a vocês é isto: amem uns aos outros” (João 15.8,17).
Por outro lado, penso que nestes dois mil anos o “se lixar” dos seguidores de Jesus se transformou num lixão a céu aberto. Um pecado contra o mandamento: “Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus”. Uma desatenção no pedido do Pai Nosso: “Santificado seja o teu nome” (Lutero explicou que santificamos o nome de Deus quando ensinamos corretamente a palavra de Deus e quando vivemos de acordo com esta palavra). Seria muito cômodo falar aqui dos outros – dos escândalos na história do cristianismo, e de tanta coisa que desmerece o nome “cristão”. Mas então olho para o deputado e vejo a própria cara. A minha imagem, e não a de Cristo que devo refletir.
“Procurem descobrir quais as coisas que agradam o Senhor”, recomendam as Escrituras. “Não participem das coisas sem valor que os outros fazem, coisas que pertencem a escuridão. Pelo contrário, tragam todas estas coisas para a luz. Pois é vergonhoso até falar o que essas pessoas fazem em segredo... Prestem atenção na maneira de viver” (Efésios 5. 10-12,15). Se lixar para a opinião de Deus – esta não é a saída.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 21 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Artigo - A Ulbra com a palavra...

Um leitor desta coluna me colocou contra a parede: “E o caso da Ulbra, não vais comentar nada?” Fez a boa provocação em resposta ao artigo “Jesus e a lâmpada de Aladim”. Poderia responder com as próprias palavras deste cristão, que “não existe igreja perfeita aqui na terra porque são homens que a lideram”. Em todo o caso, achei melhor dar a palavra a pessoas competentes no assunto. Com exclusividade elas falam aos leitores deste espaço.
Uma delas é o pastor Gerhard Grasel, Capelão-Geral da Ulbra: “- ‘A Ulbra pede desculpas’. Estas palavras do reitor Marcos Ziemer aos pastores da IELB – Igreja Evangélica Luterana do Brasil – num encontro nacional no mês passado, são também a confissão de todo o complexo Celsp-Ulbra. Houve erros pessoais e públicos que conduziram nossa instituição a uma situação desconfortável e que causaram tristeza e angústia a todos nós. No entanto, antes de buscar culpados, queremos fazer uso daquilo que Cristo entregou à Igreja, as chaves do céu (Mateus 16.19), ou seja, reconhecer o que erramos e em que erramos, e arrependidos, recomeçar. Ao mesmo tempo, a Celsp-Ulbra reconhece que Deus sempre se fez presente na história da Instituição, especialmente nos piores momentos da crise, conduzindo-nos no agir. Assim, hoje podemos olhar para frente com esperança, confiança e empenho, a fim de seguir neste belo projeto. Acima de tudo, continuar no testemunho cristão que educa para a eternidade”.
Outra pessoa é o presidente nacional da IELB, pastor Paulo Moisés Nerbas: “Junto com a Universidade Luterana do Brasil, toda a IELB olha para frente na busca de caminhos seguros pela recuperação da Universidade. Tal atitude não significa, todavia, esquecer o passado, assim como em qualquer ação exigida da Igreja diante de fatos condenáveis. Caso forem devidamente comprovados atos irregulares, serão objeto da atenção da Igreja em conjunto com a Celsp, mantenedora da Ulbra”.
Por fim, o próprio reitor, pastor Marcos Fernando Ziemer, nos envia a seguinte declaração: “Assumimos o desafio de dar condução ao projeto da Ulbra porque acreditamos na viabilidade do mesmo e pela importância social que o projeto representa para o Estado e o País. A situação da Instituição no momento é complexa e exige tomada de decisões firmes para a sua reestruturação. Nesse sentido, estamos trabalhando firmemente na elaboração de um projeto de reestruturação completa da Universidade que contemplará alguns aspectos básicos, entre eles: a avaliação do patrimônio, auditoria externa e independente, contratação de uma empresa com experiência para assessorar esse processo de reestruturação e um plano com as medidas a serem adotadas para os primeiros seis meses dessa nova gestão. Com isso, temos a convicção de que recolocaremos a Ulbra no seu caminho, focados essencialmente no aspecto do ensino. Com transparência e responsabilidade de toda nossa equipe de trabalho, esperamos num médio prazo restabelecer as condições para que a Instituição possa continuar a oferecer os seus serviços com o mais alto padrão de qualidade".
Marcos Schmidt
Jornal NH de 14 de maio de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Jesus e a lâmpada de Aladim

Um cristão pode usar o nome de Jesus da mesma forma como o Aladim usa a lâmpada mágica? A teologia da prosperidade diz que sim. Acredita ser igual a um cheque em branco assinado por Deus: é só colocar a quantia e emitir. Que frases do tipo “por amor de Jesus” não devem ser usadas, mas “eu determino”. Que as causas da pobreza, da doença e de outros males são: falta de fé, desconhecimento dos direitos cristãos, porque não se pede a Deus, pecado não confessado, e porque Satanás não foi expulso. Que a Bíblia ensina tudo isto, a exemplo da promessa de Jesus: “Vocês receberão tudo o que me pedirem” (João 15.7).
Seria um cheque em branco sem limites se a promessa não tivesse uma condição: “Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem”. Falo do assunto, pois a Parábola da Videira (João 15.1-7) é a leitura do Evangelho neste 5º Domingo de Páscoa que muitos cristãos vão ouvir nos bancos da igreja. E porque a gente liga a televisão e lá estão eles dizendo que “o nome de Jesus tem poder e os meus problemas acabaram”. No entanto, o cheque é sem fundos.
Também gostaria que todos os meus problemas fossem resolvidos e sonhos realizados. Ter uma casa com carrões na garagem, bastante dinheiro na conta, viajar e conhecer o mundo. Mas nunca me atrevi em pedir tudo isto. Nada contra aqueles que têm ou que almejam ter estas coisas, desde que não transformem isto em “deuses”. Mas até agora não encontrei em nenhum lugar da Bíblia tais promessas ao “filho fiel” – se é que existe este tipo de “filho fiel”.
Não quero desmotivar ninguém na oração, pelo contrário. Até porque o próprio Salvador é quem encoraja: “Peçam e vocês receberão”. Mais adiante o Senhor pergunta: “Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho quando ele pede um peixe?... Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu” (Lucas 11.9-13). No entanto, existe um “se”: “Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês...”. Esta é a chave para a oração. Ou como Cristo disse: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada” (João 15.5).
Pois neste mundo com tanto ramo sem a “videira verdadeira” (João 15.1), tanto filho sem a mãe verdadeira, tanta gente sem a vida verdadeira, ainda existe esta epidemia consumista propagandeada por ladrões de ovelhas (João 10.1). A quadrilha que fraudou o INSS na região do Vale dos Sinos e outras por aí ao menos roubam apenas os bens materiais.
É preciso compreender o coração maternal de Deus para saber que a oração do toma-lá-dá-cá não é fé, mas negócio. “Se Deus nos deu o seu Filho”, escreve Paulo, “será que não nos dará também todas as coisas?” (Romanos 8.32). Por isto, “que a tua vontade seja feita” (Mateus 6.10) e nunca “eu determino em nome de Jesus”.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 07 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Diretrizes gerais do trabalho pastoral na Comunidade São Paulo, IELB, Novo Hamburgo, conforme o atual quadro dos chamados pastorais:

Para a funcionalidade das atividades pastorais, serão seguidas as seguintes diretrizes:
1. Todos os pastores da paróquia cumprem a sua função, conforme chamado pastoral.
2. Todos os pastores têm a mesma qualificação em deveres e direitos, conforme chamado pastoral.
3. Haverá uma divisão de funções estabelecida entre os próprios pastores, para o bom desenvolvimento das suas atividades, comunicada e aprovada ou não em Diretoria e Assembléia da congregação. Nesta divisão serão seguidos os seguintes critérios:
3.1. Cada pastor ficará responsável por uma área geográfica de atuação na visitação, aconselhamento e atividades pastorais.
3.2. Cada pastor ficará responsável pela coordenação de um ou mais departamentos, grupos e área de serviço da congregação, conforme divisão estabelecida entre os próprios pastores, seguindo o critério de dons e disponibilidade dos mesmos.
3.3. Será sugerido entre os próprios pastores da paróquia, a cada dois anos, por ocasião da eleição do presidente da congregação, um coordenador, com as seguintes funções:
3.3.1. Responderá por todo o trabalho pastoral diante da congregação, numa função de referência, consenso e porta voz dos colegas pastores;
3.3.2. Realizará reuniões periódicas com os colegas de ofício, para estudo, agenda do trabalho, discussão e avaliação das atividades, objetivos da paróquia, e outras responsabilidades da área;
3.3.3. Zelará pelo ministério pastoral entre os colegas, seguindo o Código de Ética Pastoral da IELB;
3.3.4. Representará pastoralmente a paróquia em atividades, eventos, programações dentro e fora da IELB;
3.3.5. Cumprirá uma função de liderança, respeitando as funções dos colegas;
3.3.6. Poderá ser substituído fora do prazo de sua gestão, conforme indisponibilidade do mesmo, ou mesmo ser reeleito para a função conforme consenso e ordem das diretrizes acima estabelecidas;
Obs: Os termos “pastor titular” e “pastor assistente” não traduzem a atual qualificação dos chamados pastorais. A sugestão é que se siga com a seguinte qualificação: “pastor coordenador” e os outros, apenas “pastor”.
Assembléia Ordinária da CELSP-NH, 17 de abril de 2007

Semanal – Ano 5, nº 213 – 30 de abril a 6 de maio de 2009

Cultos – 4º Domingo de Páscoa
Tema: Jesus é o Pastor, o Cordeiro e a Porta da salvação.
Textos Bíblicos: Sl 23; At 4.1-12; 1Jo 3.16-24; Jo 10.1-18.
Hinário Luterano: 289, 269, 268, 292, 274, 293.
Mensagem: A Bíblia, em diversas situações, utiliza a imagem do pastor de ovelhas. Jesus é apresentado como o grande Pastor, incomparável, pois é o único que, entregando voluntariamente sua vida na cruz, se torna o nosso Cordeiro e a nossa Porta da salvação. O nosso Bom Pastor Jesus nos convida a segui-lo, com a promessa de que jamais nos abandonará. (pastor Ezequiel)
Aniversariantes – 30 de Abril a 06 de Maio de 2009
30-Valério Voltz; Juliana Schmitt; Marli Strassburger; 01-Alex Molder; Gessi Ludke; Clovis Dietrich; Raquel Martins; Valdacir Mônaco; Denys Schwartzhaupt; 02-Ariane Borges; Viviane Dieter; João Rodrigues; 03-Ivone Cardoso; Renato Krause; Ana Hoffmeister; Grace Von Mühlen; 04-Daniela Mello; Selma Venske; Catrine Eisinger; 05-Ana Silva; Davi Souza; Elaine Rosa; Jose Hadres; Luciano Silva; Eliane Rocha; Verônica Pereira; Alide Reinheimer; Hardi Hugentobler; Cíntia Hugentobler; Guilherme Brenner; 06-Elly Blum; Lelia Warth; Camila Silva; Ervino Kupske
Lembretes
INSTRUÇÃO DE ADULTOS – Pessoas interessadas em ser membro desta igreja (profissão de fé), lembramos que as inscrições para a Instrução são na Secretaria. As reuniões são realiazadas pelo pastor Marcos com horário a programar. São dez encontros sobre as principais doutrinas da fé cristã.
2º RETIRO DE CASAIS NO ANO – Anote na agenda: 14 de junho.
RÁDIO ABC – Na 900 AM, Domingos, 7h às 8h, programa Cristo para Todos, e 2ª à 6ª feira, duração de dois minutos, às 6h40. Ou no blog da nossa congregação, em qualquer horário.
COORDENADOR – Na última Assembléia foi homologado o nome do pastor Marcos para ser o pastor coordenador. Esta escolha é feita entre os próprios pastores, conforme diretrizes, e segue no período da eleição e gestão do presidente da congregação. Ele não está acima dos colegas, apenas representa os três na congregação com certas atribuições.
MENSAGEIRO LUTERANO – Faça assinatura anual desta revista da IELB por R$ 42,00, e recebe em sua casa. Fale com o pastor, na Secretaria, ou direto na Livraria Pesquisa.
ORAÇÕES NO CULTO – Se você quer interceder por pessoas enfermas, ou lembrar necessidades, aniversários de casamento, ou outras situações – peça para incluir na oração geral no culto. Fale com o pastor antes.