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Evangelho de Lucas 20.27-40
Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.
ANIVERSÁRIO DOS LEIGOS – Nos cultos do Aniversário dos Leigos (18 e 19 de abril), o pregador será o pastor emérito Roldolfo Kirchhein. CONCÍLIO NACIONAL – Os pastores da São Paulo estarão no Concílio Nacional da IELB, Em Camburiú, SC, entre os dias 18 a 21 de abril. O tema do encontro dos pastores da IELB abordará a “Confessionalidade Luterana”. DIRETORIA – Em Assembléia da “São Paulo”, 28/03, foram eleitos: Presidente Arnoni Schunke, Tesoureiro Enio Cardoso, Vice-Secretária Simone Hartmann. SECRETARIA – Com a saída do pastor Oscar Wide, que exercia a função de secretario executivo, foi contratada por meio turno, Zuleida Kruse, que trabalhará junto com a atual secretária Augusta Albrecht. HORÁRIO DA SECRETARIA – Segunda à Sexta-feira, 8h às 18hs, sem fechar ao meio-dia, e Sábado, 8h às 12h. CESASPA – Desde março exerce a função de ecônoma, Milena Rieger – função que exercia o sr. Alceu Albrecht, falecido no ano passado. GALETO UJSP – Dia 26 de abril, para levar ou comer no local à partir das 11 horas, no CESASPA. Preço: R$ 9,00 ASSISTÊNCIA SOCIAL – Necessita-se de voluntários e indicação de pessoas com necessidades de alimento, especialmente na comunidade. NOVA TURMA – A partir de abril inicia nova turma para para a profissão de fé. Os dez encontros são realizados nas terças, 20h. Inscrições na Secretaria. ANIVERSÁRIO DOS LEIGOS – Nos cultos do Aniversário dos Leigos (18 e 19 de abril), o pregador será o pastor emérito Roldolfo Kirchhein.
CONGRESSO DISTRITAL DE SERVAS: Dia 26/04 na Rei Jesus, NH. Inscrições até o dia 20/04. Palestrante: Eliane Sabka. Tema: “Mulher bem sucedida”.
Esta tragédia na Itália me fez pensar num detalhe do Evangelho quando a cruz é o centro das atenções: “Aí Jesus deu outro grito e morreu (...) A terra tremeu, e as rochas se partiram” (Mateus 27.50,51). O chão da Bíblia sempre foi sujeito a terremotos. Está nas páginas do livro sagrado e nos anais da história. Mas não creio que o abalo sísmico daquela sexta-feira foi coincidência. Semelhante àquele tremor na cidade de Filipos quando Paulo e Silas ficaram livres da prisão porque “o chão tremeu tanto, que abalou os alicerces da cadeia” (Atos 16.26). Se terremotos provocam a morte, o martírio de Jesus abala os alicerces do mal para abrir as cadeias do inferno e livrar a humanidade da conta divina, dando-lhe vida.
A origem dos terremotos tem explicação científica. É o interior da Terra que se choca e provoca os tremores na superfície. No entanto, é complicado descrever o choque no coração das vítimas. Casas amontoadas, cidades em ruínas, vidas, histórias – tudo destruído. O depoimento de uma vítima de L`Aquila chama a atenção: “O que mais apavora é o silêncio. É passar no meio da cidade que você nasceu e cresceu e não encontrar ninguém”. O evangelista Mateus tentou descrever o pavor de algumas testemunhas diante do terremoto no Calvário: “O oficial do exército romano e os seus soldados, que estavam guardando Jesus, viram o terremoto e tudo o que aconteceu. Então ficaram com muito medo e disseram: - De fato, este homem era o Filho de Deus”. Mateus não comenta se eles disseram isto sob os efeitos do juízo ou do perdão. Na verdade, tal resultado sempre dependerá do epicentro do “abalo”. Isto porque existem dois tipos de tremores no coração humano: os que abrem portas de cadeias e os que soterram sob os escombros.
No livro bíblico de Hebreus, o autor comenta estes tremores. Um deles vem do Monte Sinai quando Deus entrega os Dez Mandamentos. Diz o texto que “aquilo que estavam vendo era tão terrível, que Moisés disse: “Estou tremendo de medo”. Outro vem do Calvário quando Deus entrega o seu Filho. Comparando os dois, o texto esclarece que “naquele tempo a voz de Deus fez com que a terra estremecesse, mas agora ele prometeu isto: Mais uma vez farei com que trema não somente a terra, mas também o céu. As palavras ‘mais uma vez’ mostram bem que as coisas criadas serão abaladas e mudadas, para que as que não podem ser abaladas continuem como estão. Por isso sejamos agradecidos, pois já recebemos um Reino que não pode ser abalado” (Hebreus 12.26-28).
A história diz que a cidade de L`Aquila deveria ter sido, nas intenções do fundador Frederico II em 1230, a nova Jerusalém. Mas hoje ela praticamente desapareceu. Isto vem outra vez confirmar que “as coisas criadas serão abaladas e mudadas”. Mas ao mesmo tempo consolar que já recebemos uma nova e indestrutível Jerusalém – uma terra onde não existe terremoto. Ou como diz a Bíblia: “Vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial (...) Vocês chegaram até Jesus” (Hebreus 12.22,24).
Mensagem: Maria fez tudo o que pôde. No entanto, mais importante do que isso é que Jesus fez e cumpriu tudo para nos salvar. Busquemos sempre o perdão, a orientação e o poder de Jesus na Palavra e Santa Ceia, para que Ele aja em nós e possamos fazer o melhor por ele. Ele sempre nos acompanha com seu amor, nos fortalece e nos guia com seu Espírito Santo para vivermos uma vida de frutos da fé, que mostram nossa gratidão por seu sacrifício salvador por nós na cruz. (pastor Figur)
DIRETORIA – Em Assembléia extraordinária da Comunidade São Paulo, 29/03, foram eleitos para presidente Arnoni Schnke, tesoureiro Enio Cardoso, secretária Simone Hartmann.
SECRETARIA – Com a saída do pastor Oscar Wide, que exercia a função de secretario executivo, foi contratada por meio turno, Zuleida Kruse, que trabalhará junto com a atual secretaria Augusta Albrecht.
HORÁRIO DA SECRETARIA – Segunda à Sexta-feira, 8h às 18hs, sem fechar ao meio-dia, e Sábado, 8h às 12h.
CESASPA – Desde março exerce a função de ecônoma, Milena Rieger – função que exercia o sr. Alceu Albrecht, falecido no ano passado.
PEDRA FUNDAMENTAL – No culto deste 4 de abril, 18h, a Redentora festeja o lançamento da Pedra Fundamental. Ao meio dia é servido um galeto para levar.
RETIRO DE CASAIS – Neste 05/04, no Centro Mariápolis em São Leopoldo, com a participação de 30 casais inscritos. Palestrante: psicóloga luterana Lea Weber sob o tema: “Os relacionamentos hoje”, com o grupo musical Vida@.Com.
ALVORADA PASCAL – Além dos cultos da Semana Santa (veja no calendário), haverá a Alvorada Pascal às 6 horas (momento devocional). Após será servido um café c/leite pelos jovens (os comes deverão ser trazidos de casa).
GALETO UJSP – Dia 26 de abril, para levar ou comer no local à partir das 11 horas, no CESASPA. Preço: R$ 9,00
ASSISTÊNCIA SOCIAL – Necessita-se de voluntários e indicação de pessoas com necessidades de alimento, especialmente na comunidade.
NOVA TURMA – A partir de abril inicia nova turma para para a profissão de fé. Os dez encontros são realizados nas terças, 20h. Inscrições na Secretaria.
ANIVERSÁRIO DOS LEIGOS – Nos cultos do Aniversário dos Leigos (18 e 19 de abril), o pregador será o pastor emérito Roldolfo Kirchhein.
A agressão da aluna contra a professora numa escola de Porto Alegre espanta, porque além de um problema generalizado, este tipo de coisa que é próprio de rapazes agora acontece entre as meninas. Até nisto elas têm conquistado espaço. Ontem ainda li sobre uma pesquisa da ONU, que 20% dos jovens brasileiros em idade escolar sofrem com o clima de agressividade no local onde estudam. E a maior atenção é no horário de recreio. Existe pânico entre os alunos nesta hora que deveria ser de diversão, tanto pelo medo da agressão física como pela psicológica.
Desobediência e violência sempre existiram. Faz parte da natureza humana de adultos e crianças. Mas, se viraram epidemia no meio escolar, logicamente elas têm ninho. O problema enfrentado na sala de aula vem do “quarto” – do quarto-mandamento: “Respeite o seu pai e a sua mãe, como eu, o seu Deus, estou ordenando, para que você viva muito tempo, e tudo corra bem para você” (Deuteronômio 5.16). Deveríamos redirecionar o mandamento: “Pais, façam seus filhos respeitarem vocês para que vocês vivam mais tempo e tudo corra bem com vocês”. Pode parecer drástico, mas tem muito pai e mãe com medo do filho. Um terror agora no coração dos educadores profissionais.
Isto não é conversa de pastor. É tema de estado, coisa de ordem pública. O mandamento da obediência aos pais é base para a ordem civil. Derruba-se esta regra e por tabela caem as seguintes do Decálogo - igual às peças de dominó: o quinto (não matar), o sexto (não cometer adultério), o sétimo (não roubar), o oitavo (não difamar) e o nono e décimo (não cobiçar). Tudo começa (ou termina) neste princípio de ordem familiar. E pela importância vital deste mandamento bíblico, é o único que contem uma promessa: “para que você viva muito tempo e tudo corra bem para você”. Quem não obedece aos pais em casa, não obedecerá o professor na escola, a polícia, o patrão, o superior. E assim esta criança mal-criada está no caminho da desgraça, e se existir um bando delas, a desgraça está feita na sociedade.
“Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6.4). Isto tem dois mil anos, mas é novo, atual. Tratar com irritação é fazer o que estamos fazendo. É deixá-los sem disciplina, sem direção, sem firmeza. “Eduque a criança no caminho que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.6), também diz a Bíblia. A educação moderna mudou isto: “Eduque a criança neste, naquele, ou em qualquer caminho, tanto faz, ela deve escolher o que é melhor para ela”. Já ouvi de gente cristã me dizer: Não batizo meu filho porque é ele que deve escolher a religião.
Estamos colhendo o que plantamos, mas ainda existe salvação. Creio que a plena solução e o exemplo sempre estarão naquele de quem foi escrito: “Embora fosse o Filho de Deus, ele aprendeu, por meio dos seus sofrimentos, a ser obediente” (Hebreus 5.8).
Estou curioso para ler o recente livro de Moacyr Scliar, Manual da Paixão Solitária, que fala da Bíblia no dia-a-dia das pessoas. Em entrevista, Scliar disse que “a cultura bíblica é decisiva na formação do Ocidente e por explorar as paixões humanas, toca as pessoas no seu cotidiano, e por isso que até hoje é um best seller” (clic RBS). No entanto, estou mais curioso do motivo que levou o redator da matéria escrever “bíblia” – com letra inicial minúscula. Está em qualquer manual de redação que os títulos de livros têm a letra inicial maiúscula. Ora, se o título do livro de Scliar está perfeitamente redigido, não entendo a razão de “Bíblia” aparecer 8 vezes no minúsculo no texto desta notícia eletrônica.
É difícil a gente não incorrer em erros, sobretudo ortográficos. Mas, têm horas que o “pré” ou o “pós” conceito faz a gente errar conscientemente. O que é uma grande tolice. Não é o caso de Scliar que disse: — “Eu não leio a Bíblia de maneira religiosa, eu leio a Bíblia de maneira literária”. Mesmo sem dar crédito divino, o escritor não esconde que a Bíblia está sempre na sua mesa e a consulta regularmente, coisa que muitos cristãos esquecem de fazer ou têm vergonha de dizer.
Outro escritor famoso que gosta de ler a Bíblia de maneira literária é Luis Fernando Verissimo. Percebe-se isto por sua inteireza nas histórias bíblicas e até em doutrinas – ele que seguidamente aborda temas cristãos. Foi o que aconteceu no seu ultimo artigo, Armagedon. Irônico e perspicaz como sempre (e insistindo que é um ateu não praticante), Verissimo faz uma interpretação coerente com aquilo que eu já escrevi aqui sobre a guerra de Israel. “Israel precisa ouvir os seus sensatos. Precisa, principalmente, saber quem são os seus amigos”, conclui, depois de criticar o fundamentalismo cristão e judaico que encara um Armagedon de carne e osso, isto é, uma batalha física e geográfica entre o Ocidente e o Oriente, entre o bem e o mal.
Por interpretações equivocadas e pela incoerência entre palavras e atitudes, isto pode explicar, em parte, a “bíblia” – no minúsculo. O crescente ateísmo, o descrédito com as instituições – sobretudo com as religiosas, a degradação familiar, a insuportável corrupção política e social, a proliferação da violência, enfim, todo este cenário caótico no “mundo cristão” diretamente nos acusa: - Onde está a Bíblia de vocês.
Assim, dá para entender que Bíblia no minúsculo nem é um erro de redação. Pode ser um problema de ação. “Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática” (Tiago 1.22). O que não invalida o poder que ela tem, nem diminui as suas letras. E por um único fato: “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus (...) A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade” (João 1.1,14).
No fim das contas, antes de reprovar o redator, preciso mesmo analisar se a minha vida começa com um “v” maiúsculo.