Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Artigo - Ossos da evolução

A divulgação da idéia de que o homem vem do macaco completa 150 anos. No dia 1º de julho de 1858, cientistas ingleses assistiram a uma leitura pública e inédita sobre o evolucionismo. Um ano depois seria publicada "A Origem das Espécies". Poucos sabem, no entanto, que esta teoria tem um fóssil duro, digo, um osso duro de roer: Darwin teria plagiado a tese da seleção natural das espécies e o legítimo autor seria Alfred Russel Wallace. Uma investigação histórica comprova a fraude, isto é, que Darwin se apropriou da teoria do colega como se fosse dele. Mas este não é o único osso fossilizado do evolucionismo. Desde o surgimento desta teoria, se procurou obstinadamente, e sem sucesso, os elos perdidos entre o macaco e o homem. Uma olhadinha na sesquicentenária aventura confirma que alguns cientistas não pensaram duas vezes em recorrer à mentira. Igual ao combustível de São Paulo, parte da história da evolução das espécies está embebida em grotescas e escandalosas fraudes, e uma simples averiguação descobre o que é gasolina e o que é solvente. Exemplos? O homem de Piltdown, o homem de Java, o homem de Pequim, a mandíbula infantil de Ehringsdorf. São apenas alguns entre tantos fósseis famosos, mas depois desvendados como pura invenção para forjar a teoria darwinista.
Dizem que enquanto desenvolvia a teoria da seleção natural, Darwin, de origem cristã anglicana, ainda acreditava num “deus” legislador supremo. Definiu a religião como uma “estratégia tribal de sobrevivência”. Com a morte de sua filha Annie, o famoso naturalista perdeu o pouco que restava de suas convicções espirituais, tornando-se completamente materialista. Encontrou resposta para as suas dúvidas na frieza do evolucionismo - ou seja, nos conceitos racionais que eliminam qualquer possibilidade de vida além da terrena. Morreu acreditando que sua inteligência era apenas um efeito de reações químicas e elétricas no cérebro de um corpo sem alma, semelhante aos animais irracionais.
Thomas Huxley, conhecido como “buldogue de Darwin”, tem uma definição que não deixa dúvidas: "No pensamento evolucionista não há lugar para seres espirituais capazes de afetar o curso dos acontecimentos humanos, nem há necessidade deles. A terra não foi criada. Formou-se por evolução. O corpo humano, a mente, a alma, e tudo o que se produziu, incluindo as leis, a moral, as religiões, os deuses, etc., é inteiramente resultado da evolução, mediante a seleção natural". Qual resultado disto? Na verdade, tal idéia
de que os organismos vivos estão em constante concorrência e apenas os seres mais capacitados às condições ambientais sobrevivem, transforma o evolucionismo num imperioso e opressor "dogma" da mentalidade moderna. As conseqüências estão evidentes na política, na economia, na família, na sexualidade, na religião, enfim, na sociedade como um todo. O aborto, a eutanásia, a banalidade sexual, as pesquisas com células-tronco embrionárias, a corrupção, as fraudes, a violência, são alguns exemplos deste princípio utilitarista “os fins justificam os meios”.
“Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles (...) Pois aquilo que parece ser loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e aquilo que parece ser fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana” (1 Coríntios 1.21,25).
Marcos Schmidt
Jornal NH de 3 de julho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Cultos – 7º Domingo Após Pentecostes

Textos Bíblicos: Sl 119.137-144; Zc 9.9-12; Rm 7.15-25; Mt 11.25-30.
Hinos (Hinário Luterano): 247, 311, 322, 538.
Tema: Jesus, O Caminho.
Resumo da Mensagem: O mundo oferece muitos caminhos, e nós somos levados a pensar que podemos trilhar qualquer um destes caminhos com nossos próprios esforços e desejos. Assim aconteceu com o jovem rico, personagem do nosso texto. No entanto, Jesus se apresenta como sendo O Caminho, pela fé, sem obras, para uma vida eterna, incomparavelmente melhor, onde as primeiras coisas já passaram. Vamos juntos, pela fé seguir O Caminho, JESUS. (Pastor Gilberto Lange)

Artigo - O intolerante bafômetro

O tempo vai dizer se a incompassível lei de trânsito contra a bebida é boa ou não. Num país embriagado por coquetéis de legislações, pode ser outra regra cambaleante sob os efeitos sonolentos de uma fiscalização ineficiente. O assunto é polêmico, e também tem implicância no terreno religioso. Afinal, enquanto denominações já condicionam tolerância zero no uso da bebida alcoólica em qualquer situação, outras toleram liberdade no caminho da moderação. É o caso da minha igreja que não julga o uso responsável de bebida alcoólica, e que até oferece vinho na Santa Ceia. Aliás, aqui começa um problema para nós, cristãos luteranos, porque aquele pequeno gole que ingerimos na comunhão eucarística do altar já pode causar um terrível transtorno lá fora, caso formos abordados numa ação policial com bafômetro. Em todo o caso, se é para acabar com os “bebuns” do volante e reduzir a carnificina nas estradas, que seja bem-vinda tal “lei seca”. Os dados confirmam que o álcool, além de causar um prejuízo anual de 70 bilhões de reais ao país no tratamento de doenças, acidentes de trânsito, violência, ausência no trabalho etc, é culpado por quase a metade dos acidentes de trânsito.
No tempo bíblico em que carros eram puxados sob o bafo dos cavalos, o exagero na bebida provocava “mortes” no próprio culto cristão. Conforme costume da igreja primitiva, a Santa Ceia acontecia numa confraternização com comida e bebida. No entanto, Paulo escreve para a congregação de Corinto: Nas instruções que agora vou dar a vocês, eu não posso elogiá-los... Quando se reúnem, não é a Ceia do Senhor que vocês comem... Enquanto uns ficam com fome, outros chegam até a ficar bêbados... e alguns já morreram (1 Coríntios 11). O texto registra as imprudências: embriagues, brigas, falta de amor, egoísmo. Em sinal de alerta, o apóstolo aponta para os danos: Pois a pessoa que comer do pão e beber do cálice sem reconhecer que se trata do corpo do Senhor, estará sendo julgada ao comer e beber para o seu próprio castigo (1 Coríntios 11.29).
Tolerância zero, infração e castigo são palavras que também surgem quando o assunto é a lei de Deus. Não existe retorno, o único caminho é seguir reto. Sejam perfeitos, diz Jesus, assim como é perfeito o Pai de vocês que está no céu (Mateus 5.48). Quem quebra um só mandamento da lei é culpado de quebrar todos, lembra Tiago (2.10). Por isto, no teste do bafômetro divino, ninguém escapa: Não há ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo (Romanos 3.12). Seria o precipício sem a ponte se não fosse o supremo tribunal divino intervir e fazer Cristo soprar o bafômetro no lugar dos transgressores. É o Evangelho – a boa nova. Ou como diz a Bíblia: Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva (Romanos 3.24).
Na verdade, em âmbito espiritual, segue-se no caminho da Lei com tolerância zero, ou no caminho de Cristo. Eu optei por este que me dá livre arbitro, consciência tranqüila e responsabilidade. E mesmo quando ninguém tem o direito de me julgar por causa de comida ou bebida (Colossenses 2.16), em outra via, sei que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm (1 Coríntios 10.23). Já no âmbito desta nova lei de trânsito, é o bafômetro que vai dizer se estou livre para seguir no volante.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 26 de junho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Artigo - Indiana Jones e a Bíblia

Uma notícia arqueológica revelou semana passada a descoberta da igreja cristã mais antiga do mundo. O local é uma caverna subterrânea datada do período entre os anos 33 e 70 da nossa era, na cidade de Rihab, Jordânia. Segundo os arqueólogos, o local tem sinais claros de rituais realizados no início da era cristã, com cerca de doze metros de comprimento e sete de largura. A área de culto é circular com vários bancos de pedra para os sacerdotes, e com acesso a um túnel que leva a um reservatório de água. Uma inscrição no chão da igreja cita os "70 amados por Deus e o Divino", referindo-se aos 70 discípulos (descrito em Mateus 10.1) e ao próprio Senhor Jesus. Conforme explicam os estudiosos, nos primeiros escritos da era cristã, Jesus era chamado de “Divino”.
No ano passado assisti a uma palestra do Dr. Paul Maier, professor de História Antiga da Universidade de Michigan, Estados Unidos, onde expôs basicamente o que está no livro “Jesus, verdade ou mito?”. Nesta sua obra, o especialista sobre Bíblia e arqueologia escreve: “Muito antes de vocês passarem desta vida para a melhor, novas e emocionantes descobertas vão influenciar o texto bíblico”. E não demorou: a primeira igreja cristã encontrada numa caverna – o achado arqueológico mais interessante dos últimos tempos para o cristianismo, comprovando que o Jesus que pisou nas terras da Palestina não é mito, mentira, mas absoluta verdade do ponto de vista histórico. É um fato importante para calar a boca de muitos críticos raivosos, como, por exemplo, de certos “historiadores” com suas infundas teorias divulgadas em revistas de cunho científico.
Paul Maier conta que em certa ocasião recebeu uma carta irada de um ateu que o desafiou sobre a existência do Jesus histórico, prometendo que para cada prova daria mil dólares. “Eufórico, enumerei a ele seis lugares e pedi que fizesse o cheque de seis mil dólares... Nunca mais ouvi falar deste sujeito arrogante”, escreve Maier. De forma cativante e divertida, Maier comprova a veracidade do mundo bíblico através de uma “rodovia de três faixas”: a geografia, a arqueologia e a história fora da Bíblia. Finaliza o seu livro desafiando: “E assim, quando Jesus disse: ‘Amem ao Senhor, seu Deus, com todo seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua mente’, por favor, levem-no a sério quando ele diz ‘com toda a sua mente’. Você não precisa anular o seu cérebro no processo de chegar à fé ou de conservar a sua fé”.
Não é o cérebro que nos liga a Deus. É a fé. E fé, segundo o texto bíblico, é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver (Hebreus 11.1). O apóstolo Paulo lembra a distância imensurável entre o raciocínio lógico e a fé que salva, ao citar que a mensagem da morte de Cristo na cruz é um absurdo para os que estão se perdendo. “Essas verdades são loucura para essa pessoa porque o sentido delas só pode ser entendido de modo espiritual” (1 Coríntios 1.18 e 2.14). No entanto, Maier tem razão, o Criador colocou em nossa cachola uma massa cinzenta. Com ela podemos pesquisar, raciocinar, analisar. Podemos ser o “Indiana Jones” em aventuras fantásticas nos surpreendentes caminhos bíblicos, e descobrir que Deus deixou marcas sob o pó do mundo antigo.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 19 de Junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Cultos – 5º Domingo após Pentecostes

Tema: Cristo nos motiva a testemunhar.
Resumo da Mensagem: Vivemos uma época de insegurança que também atinge o nosso testemunho cristão. Sabemos que os problemas e sofrimentos deste mundo continuarão, mas precisamos vencer o medo e a vergonha para falar de Cristo às pessoas. Mas onde está nossa motivação? Cristo é o nosso Mestre e Senhor, o nosso exemplo, a nossa coragem e força para anunciar as maravilhas da salvação.
Leituras Bíblicas: Sl 91; Jr 20.7-13; Rm 5.12-15; Mt 10.24-33.
Hinos (Hinário Luterano): 285, 428, 316, 263, 256.