Foto panorâmica da Igreja

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Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sermão Pastor Marcos - 1º Domingo após Epifania

1º Domingo após Epifania 
08 de janeiro de 2012. 
Sl 29 Gn 1.1-5 Rm 6.1-11 Mc 1.4-11
Tema: O batismo de Jesus e o meu batismo – dois fatos interligados e com os mesmos propósitos
pastor Marcos Schmidt
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    Muitos estão de férias nestes meses de verão. E tirar férias, esquecer que existe trabalho, e relaxar por um período mais prolongado, é uma coisa que a saúde física e mental exige. A Bíblia diz que Deus descansou depois de fazer todas as coisas - não porque precisava - mas para mostrar esta necessidade para toda a criação – de que tudo precisa de descanso aqui nesta terra. 
    No entanto, férias, fim de semana, folgas, precisam ser bem aproveitadas. Porque são nestes períodos de descontração que geralmente acontecem tragédias – acidentes, afogamentos, bebedeiras, brigas familiares, etc. E assim o descanso se transforma em mais trabalho. Por isto, é preciso saber tirar férias, é preciso saber descansar, para depois voltar em boas condições. 
    Por outro lado, nós também sabemos que não basta apenas descansar o corpo e a mente. Existe em nós uma alma que necessita de férias, de repouso. E também neste sentido é preciso saber descansar. 
    Não é por nada que Jesus convida: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados ..., e eu lhes darei descanso” (Mateus 11.28). 
    Quando Jesus convida para estas férias, ele está falando do terrível trabalho do pecado. E já que todos são pecadores, então todos precisam deste descanso – que, aliás, só Jesus pode oferecer. 
    No entanto, nem todas as pessoas têm o direito deste descanso oferecido por Jesus. Conforme as leis trabalhistas de nosso país, todos os que têm carteira assinada têm o direito das férias. Este é um direito adquirido. 
    Nas leis de Deus também é preciso ter carteira assinada para descansar dos pecados. É um direito adquirido só para aqueles que ESTÃO FUNDAMENTADOS na ROCHA, – só para aqueles que têm a fé em Jesus. 
    O Evangelho deste 1º Domingo após Epifania nos conta a história do Batismo de Jesus (Marcos 1.4-11). Podemos dizer que foi com o BATISMO de Jesus que o nosso Batismo se transformou na nossa CARTEIRA DE TRABALHO – que garante nossos direitos como filhos de Deus. 
    Diz o Evangelho que “No momento em que estava saindo da água, Jesus viu o céu se abrir e o Espírito de Deus descer como uma pomba sobre ele. E do céu veio uma voz que disse: Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria”. 
    Pois lá estava a voz de Deus, formalizando este contrato entre ELE e nós – e acima de tudo, mostrando o quanto Deus estava orgulhoso de seu Filho - que humildemente aceitou o difícil trabalho da cruz. 
    Caros irmãos, este acontecimento na vida de Jesus tem grande importância para a minha e para a tua vida cristã. 
- Podemos dizer que o Batismo de Jesus é o contrato de Deus com nós, registrado em cartório. (a Bíblia chama isto de aliança) 
    Isto é importante saber ou lembrar. Afinal, vivemos num mundo que precisa não só de palavras, mas também de assinaturas. É evidente que a Palavra de Deus basta por si mesma, porque Deus sempre cumpre o que promete. 
    Mas, sabendo que as provas facilitam a nossa vida, Deus nos deu uma “colher de chá”, nos oferecendo a maior de todas as provas: o batismo de seu Filho. 
    Por isto, quando a Bíblia diz que “a Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós” (João 1.14), agora, ao ser batizado, a Palavra encarnada foi endossada, avalizada, com a assinatura do Pai e do Espírito Santo. 
    Podemos ver que a preocupação de Deus com a nossa Salvação é muito grande. Deus não apenas manda o seu Filho para nos salvar. Ele também faz propaganda deste seu amor, faz manchete, coloca em outdoors, dizendo: a salvação de vocês é uma verdade.   
    Deus faz aquilo que as empresas fazem quando lançam um novo produto no mercado. Além de se preocuparem com a qualidade do produto, as empresas se preocupam em oferecer garantias, para assim conquistar a confiança do consumidor. 
    Deus faz a mesma coisa com o seu Filho Jesus, o melhor produto de tudo o que ele tem. 
   Mas com uma grande diferença. Porque a garantia do produto da salvação não é para um ou dois anos. A garantia é para toda a vida aqui neste mundo. Enquanto alguém estiver usando este produto, isto é, enquanto alguém estiver crendo em Jesus e vivendo este Jesus, enquanto alguém estiver fundamentado nesta rocha, Deus estará oferecendo o cumprimento de todas as suas promessas. 
   Isto traz uma compreensão muito interessante também para o nosso próprio Batismo. Porque no dia quando fomos batizados, fomos selados, fomos marcados com a assinatura de Deus em nossa vida. 
   Com o nosso Batismo acontece aquilo que Paulo escreve na carta aos Romanos: 
  “Com certeza vocês sabem que, quando fomos batizados para ficarmos unidos com Cristo Jesus, fomos batizados para ficarmos unidos também com a sua morte. Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova.” (Romanos 6.3). 
  O que o apóstolo diz aqui é que, com a morte de Jesus, nós morremos para o pecado, e todas as conseqüências do pecado, e com a ressurreição de Jesus, nós ressuscitamos para uma nova vida. E isto aconteceu em nossa vida no dia quando fomos batizados. 
    Vejam, meus irmãos, não é pouca coisa o nosso Batismo. Deveríamos sim, sempre lembrar daquele dia, marcar o dia. O meu dia é 7 de novembro de 1959, o dia quando fui batizado. Qual é o teu dia do Batismo? 
    O Evangelho de Marcos diz que quando Jesus saiu da água, o céu se abriu. 
  Nesta semana, muitas portas de lojas se abriram para grandes liquidações. As pessoas ficaram nas filas, e correram para comprar coisas por um preço mais barato. 
  Na verdade, o dono dos céus também está fazendo uma grande liquidação. E a grande notícia é que as portas do céu estão abertas para todos. E o mais fantástico: não é preciso nenhum dinheiro para adquirir os produtos do reino de Deus. 
   Outra coisa importante nesta história do Batismo de Jesus que você precisa saber 
   É interessante o termo que o evangelista Marcos usa. Apesar de a nossa Bíblia no português não nos mostrar isto, se olharmos no original - o grego, vamos ver que este evangelista, em vez de dizer conforme os outros evangelistas, que o céu se abriu, diz que o céu se rasgou. 
  É apenas um reforço de linguagem do evangelista para ressaltar este acontecimento tão importante. 
  Isto porque o céu estava tão fechado, tão lacrado, que para abri-lo, só mesmo rasgando.    Assim como se faz com um pacote bem fechado. 
  Nós bem sabemos: o que fechava o céu eram os nossos pecados. E somente Jesus, o Filho amado de Deus, tinha nas mãos a dinamite, o poder, para arrombar o céu e assim permitir a nossa entrada neste maravilhoso lugar. 
  Esta notícia, apesar de todas as surpreendentes descobertas modernas, continua sendo a salvação para a humanidade. 
  Estimado irmão, estimada irmã, você um dia foi batizado por ser pecador. E Jesus foi batizado também por você ser pecador. 
   E hoje o céu está DEFINITIVAMENTE aberto, está rasgado, para que um dia você entre por este vão e viva neste lugar preparado para você. 
  E também é por este vão aberto no céu que Deus quer despejar sobre você todas as bênçãos, bênçãos que todo o filho de Deus recebe gratuitamente. Amém

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Artigo - Lições do naufrágio

O desastre com o Costa Concordia assusta também os que estão em terra firme. A imagem do “Titanic” italiano, rendido nas rochas, com seu colossal tamanho, luxo e tecnologia, choca e aterroriza a todos que têm consciência das incertezas no mar da vida. Por isto as lições desta tragédia. E a primeira que sobressai é a atitude irresponsável e covarde do comandante. Saiu da rota por motivos fúteis, abandonou o navio quando deveria ser o último, e ainda mentiu para a capitania dos portos. Insensatez, desatinos, e falsidade, no entanto, são marcas que caracterizam a sociedade moderna. O mundo está carente de bons navegadores na família, na política, na economia, nos meios de comunicação, nas escolas, nas polícias, e pior, nas religiões. Todas as instituições estão afundando. Deveriam estar “vento em popa”  pela ciência. Mas, quanto mais a humanidade avança na tecnologia, mais regride nos valores éticos e morais.
E assim a atitude deselegante das pessoas na hora de abandonar o navio. A frase “mulheres e crianças primeiro” não foi respeitada. Passageiros relatam que muitos desacataram este regulamento na hora de entrar nos botes salva-vidas. Cavalheirismo, respeito e consideração naufragaram faz tempo. Creio que estamos presenciando aquilo que diz o texto sagrado, que as pessoas serão egoístas, desobedientes, sem amor, incapazes de se controlar e atrevidas (2 Timóteo 3.1-4). Percebe-se isto no trânsito, nas filas, ou em qualquer situação que exige renúncia. A teoria evolucionista da seleção natural, dos mais fortes que abatem os mais fracos, pode ser a explicação, mas não justifica. A sociedade precisa urgentemente da fé na criação e recriação divina, que tem outra teoria: “Quem ama é paciente e bondoso... Quem ama não é grosseiro nem egoísta” (1 Coríntios 13.4,5).
Mas o mundo tem saída. Igual ao navio que requer uma operação dispendiosa, mas capaz para chegar ao estaleiro e ser refeito. Intervenção que já começou quando a Bíblia afirma: “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor” (Romanos 8.21). Até porque não tem como pular fora... 
Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
19 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Artigo - Melhor prevenir

O problema da seca não é a falta de chuva, mas a de juízo. Não é preciso um José com dons divinos para interpretar sonhos, basta um meteorologista com dotes científicos – que, aliás, também são dádivas do céu. Mas a célebre história das vacas gordas e magras tem um importante aviso que não depende de fé, e que nossos “faraós” deveriam prestar atenção. Refiro-me ao conselho de José: “Será bom que o senhor, ó rei, escolha um homem inteligente e sábio e o ponha para dirigir o país” (Gênesis 41.33). Infelizmente, o método nas escolhas de nossos administradores é norteado por questões políticas e não técnicas – interesses de poder e ganância que transformam sonhos em pesadelos.

A vida nos ensina que é melhor prevenir que remediar. A prevenção tem custos, mas é menos dispendiosa que as soluções emergenciais. A saúde física, por exemplo, se houver os devidos cuidados na mocidade, na velhice a pessoa estará preparada para as inevitáveis secas. Há exceções, como em toda regra, mas o sábio Salomão já disse: “Preguiçoso, aprenda uma lição com as formigas! Elas não têm líder, nem chefe, nem governador, mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno” (Provérbios 6.6-8).

A lição é a mesma no campo espiritual. Diz a Bíblia que aquele que tem fé em Deus “é como árvore plantada perto da água, que espalha as suas raízes até o ribeirão (...) Quando não chove, ele não se preocupa, continua dando frutas” (Jeremias 17.8). Ao contrário da “planta do deserto” que cresce com a chuva, mas logo desaparece. Por isto a invariável sequidão de certos “crentes” – para quem Deus é bom enquanto chove prosperidade, mas injusto quando surgem os infortúnios. Onde estão as raízes desta fé? Se estivessem até a profundidade onde corre a “água da vida” (João 4.14) seriam raízes de “árvores que dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham” (Salmo 1.3). Tomara que estes tempos de pouca chuva nos façam refletir em tudo isto.

Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
12 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Artigo - Nichos do Natal

“Veja qual presente os Reis Magos tem para você”, insistia a propaganda nos meus e-mails. O que me fez lembrar uma vitrine com a Estrela de Belém que apontava para os produtos “tudo em 10x”. São os atrativos do comércio pegando carona nas histórias sagradas. E se o merchandising dos negócios terrenos escandaliza os conceitos divinos, por outro, a divulgação do Evangelho não deixa por menos. Por isto o lembrete de Jesus: “As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz” (Lucas 16.8).

Se o reino do poder econômico aproveita o lombo dos camelos e os holofotes de Belém, o reino de Deus segue pelo caminho inverso nos mesmos dromedários. Ele usa os caminhos do ouro, do incenso e da mirra para mostrar o celestial produto. Por isto a Epifania – termo da literatura profana que significa manifestação, aparecimento, usado pela igreja para propagandear o Natal. Pouco se sabe quem são estes magos do Oriente lembrados no dia 6 de janeiro. Mas a profecia do Salmo 72 sugere: “Os povos do deserto se curvarão diante dele... Os reis da Espanha e das ilhas lhe oferecerão presentes, e assim também os reis da Arábia e da Etiópia”. Fica a certeza que é gente fora de Israel – de culturas, crenças e costumes diferentes. No dicionário da propaganda, eles são nichos de mercado.

“Nichos de mercado” são segmentos ou públicos cujas necessidades são pouco exploradas ou totalmente esquecidas. Fato que a história dos Reis Magos não esconde, conforme Mateus registra. É que o produto divino da manjedoura estava fora da vitrine, escondido na prateleira pelo gerente da loja, apenas de uso interno. Ou seja, os visitantes chegaram à Jerusalém sem nenhum convite, não foram bem recebidos e não obtiveram nenhuma informação dos vendedores. Se não fosse a interferência direta do dono, aqueles homens teriam perdido a viagem. No final, a história destes consumidores conduzidos pela Estrela vem novamente mostrar que entre o sagrado e o profano, ou vice versa, existem caminhos e o Caminho, e que a propaganda é a alma do negócio.

Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
05 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012