Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Decisão do Chamado pastoral

O Rev. Edgar Züge comunicou oficialmente a decisão em aceitar o chamado pastoral da Comunidade São Paulo. Formado em teologia no ano de 1982, tem 53 anos, e atualmente é pastor no Paraná. Casado com Marilene, pai de uma filha e um filho, que já são casados. Em setembro assumirá suas funções em Novo Hamburgo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Artigo - Mão à palmatória

Meu filho de 10 anos, atento a tudo, já me disse: “Pai, qualquer coisa ligo para o 190”. A brincadeirinha dele, no entanto, virou coisa séria. Este projeto de lei contra a palmada está gerando grande discussão. Gente da área jurídica afirma que é inconstitucional, pois o Estado interfere na privacidade das famílias, impondo limites ao direito que os pais têm de educar os filhos. Também há o argumento que, se o maltrato acontece contra a criança, é porque a lei que já existe não é aplicada. “É uma questão de lógica”, escreve Reinaldo Azevedo, “se o sujeito não teme a lei que proíbe o mais, não vai temer a lei que proíbe o menos”.

Quanto ao mérito da palmada, as opiniões também se contradizem. Alguns afirmam que o castigo físico não resolve, pelo contrário, deseduca e desperta a cultura da violência. Outros já defendem que, na medida certa, tem função pedagógica. O assunto divide gente entendida. Gente entendida? Quem tem a razão? Confesso que eu mesmo estou em dúvida depois de tanta coisa que li e ouvi. Estamos no mato sem cachorro. O assunto é complicado, e penso que o grande proveito nisso tudo é a reflexão sobre o nosso jeito equivocado na educação dos filhos. Precisamos “dar a mão à palmatória” e confessar que perdemos o controle sobre as crianças (quem sabe porque perdemos o controle sobre nós mesmos) e não sabemos mais o que fazer com elas, que tomaram conta da casa, da escola, da rua.

Diz a Bíblia: “Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte” (Provérbios 23.13). Por outro lado, observa: “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6.4). No livro de Hebreus (12.9) até há uma comparação com a disciplina divina: “No caso dos nossos pais humanos, eles nos corrigiam, e nós os respeitávamos. Então devemos obedecer muito mais ainda ao nosso Pai celestial e assim viveremos”.

Porque o lar terceirizou a educação dos filhos, o estado então sobrecarrega a sociedade com leis – que não consegue aplicar – e assume o papel da família. É preciso voltar a sermos pai e mãe antes que o Conselho Tutelar entre em nossa casa.

Marcos Schmidt
Jornal NH de 22 de julho, 2010


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Artigo - Deu no que deu

Esperar o quê de alguém abandonado por uma mãe drogada e por um pai fichado na polícia 7 vezes? Criado pela avó, não teve uma família que toda criança precisa. Há exceções, mas são milagres. Em todo o caso, o infortúnio deste goleiro está na mídia porque é a vida de gente famosa. Mas uma história comum – fruto dessa sociedade que não sabe mais onde enfiar tanta gente nos presídios, que se prende a si mesma em segurança atrás de muros, e que sofre a violência no próprio lar.


Foi o ministro Gilmar Mendes que declarou num encontro sobre drogas: “Só a Justiça não conseguirá vencer a guerra. Cada família, cada cidadão – somos todos responsáveis”. Agora então a solução para salvar a sociedade está na família? E a solução para salvar a família? O psicanalista francês Charles Melman já alertou: “A instituição familiar está desaparecendo e as conseqüências são imprevisíveis”. Isto todos percebem. O que se desconhece é a causa da falência do lar, e que alguns sugerem a ausência paterna. Segundo Melman, devido o declínio do referencial masculino na família, os jovens têm dificuldades para estabelecer um ideal de vida. Um assunto abordado também pelo psicanalista brasileiro Rubens de Aguiar Maciel, ao afirmar que há descaso e desconhecimento científico sobre o tema “paternidade”. Sustenta que o pai é figura fundamental na estruturação da personalidade da criança, do lado emocional dela. Conclui que a falta do pai sempre é prejudicial, pela função que tem de estabelecer limites à criança, passar a noção de ela não é o centro do Universo. Na ausência do modelo paternal, afirma que isto “pode trazer uma série de fantasias e consequências, mais ou menos sérias, dependendo do convívio da criança com outras figuras masculinas”.

É por isto que, dos Dez Mandamentos, o único que contém uma promessa é este que trata da família pai, mãe, filhos: “Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe (...) Faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra” (Efésios 6.1,3). Bruno, tragicamente, não teve pai nem mãe para obedecer e se dar bem na vida. Deu no que deu.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 15 de julho, 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Artigo - Agonia do auto-controle

Dizem que o problema da Seleção Brasileira foi o descontrole. Um desafio não só no esporte, mas em tudo. No Novo Testamento, o termo grego para domínio próprio é “agonidzomai” – de onde vem o “agonizar”. O apóstolo Paulo usa esta palavra para dizer que aquele que deseja ganhar o prêmio que não estraga, precisa agonizar o corpo a fim de não ser desqualificado (1 Co 9.27). O poeta romano Horácio, contemporâneo de Paulo, também declarou isto, que “o jovem atleta que deseja vencer nas corridas precisa suportar muito e fazer muito; abster-se do amor e do vinho”. Mas não foi isto que Dunga impôs aos jogadores? Qual foi então o motivo da derrota? O problema está na cara, ou melhor, no coração.

A dificuldade da Seleção Brasileira é uma característica nossa, destes tempos de extrema competitividade. Em tudo precisamos provar que somos os melhores, e no estresse do jogo da vida e da morte, perdemos no segundo tempo. O goleiro do Flamengo, por exemplo. Se as suspeitas se confirmarem, foi pura falta de controle que o transformou em assassino da ex-amante. E esse PM que matou o motociclista na blitz policial em Caxias do Sul? Foi descontrole. O que acontece no campo de futebol diante de milhões de expectadores, se dá na vida real fora dos gramados. E pior, acontece com nós. No trânsito, no serviço, no supermercado, na família... E desse jeito perdemos o prêmio – a coroa da temperança, do bom senso, da vida.

Aristóteles escreveu: “Considero mais corajoso aquele que domina os seus próprios desejos do que aquele que conquista os seus inimigos; pois a vitória mais difícil é a vitória sobre o próprio eu”. Paulo sabia disto e por isto confessa: “Não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é eu que faço (...) Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?” Ele logo responde num desabafo: “Jesus Cristo” (Romanos 7.19, 25). Na carta aos Gálatas lembrou que um dos frutos do Espírito Santo é o domínio próprio (5.23).

Ao admitir que o maior inimigo sou eu mesmo, então, e só então, começa o treinamento. Uma agonia, sem dúvida, mas que redunda em domínio próprio. O único jeito nesta competição. Por isto a recomendação: “Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida” (Gálatas 5.25).

Marcos Schmidt
Jornal NH de 8 de julho, 2010