Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Artigo - O Haiti no meu caminho

O que choca nesta tragédia do Haiti é a dimensão. Dezenas de milhares de mortos, cidades inteiras arrasadas, um mundo de gente em condições miseráveis e caóticas, enfim, uma catástrofe de proporções inimagináveis que causa perplexidade. Também o efeito mundial – são 23 países junto com o Brasil que contabilizam mortos e desaparecidos. Este é o ingrediente que chama a atenção: é uma tragédia titânica e global. Parecida com o atentado contra as Torres Gêmeas que matou gente de 60 países. Só que ali foi no coração da riqueza enquanto que nesta ilha caribenha no coração da pobreza.
Mas o Haiti logo estará esquecido. Afinal, a vida continua. E a morte também. Cada qual preocupado com o seu terremoto, com a sua sobrevivência. É claro, com exceções. Existem Zildas Arns, soldados da ONU, voluntários. Pois neste mundo há duas realidades conflagradas, algo parecido com o que acontece ali mesmo no Haiti. Cerca de cem quilômetros da zona devastada, na costa norte haitiana, luxuosos transatlânticos atracam em praias paradisíacas, com turistas comendo do bom e do melhor, enquanto sobreviventes brigam por água e comida em meio aos escombros. Mas, pensando bem, qual a diferença de cem ou dez mil quilômetros? A maioria de nós não está de férias, na beira de uma praia, comendo e bebendo? Ou protegido numa “barca de Noé” longe de qualquer tragédia, enquanto muita gente padece bem ao lado? Na verdade, o Haiti está em todo lugar e bem próximo de cada um, neste mundo que treme e sofre. O que se pode fazer?
Jesus disse o que pode ser feito na parábola do bom samaritano (Lucas 10.25-37). Diz a história que enquanto o sacerdote e o levita – pessoas de religião, mas sem a prática do amor – evitaram um moribundo que tinha sido assaltado, o samaritano acudiu-o gastando tempo e dinheiro. “Pois vá e faça a mesma coisa”, respondeu Jesus a um fariseu que precisava ouvir esta história. Pois no caminho de cada um cruzam pessoas soterradas e que necessitam urgentemente de resgate. Não podemos reconstruir a vida delas nem salvar o mundo. Mas podemos retirar algumas pedras e oferecer o mínimo de ajuda.
E se nestas horas ainda surge arrogância de que é castigo, ou blasfêmias contra a justiça divina, cabe ouvir o que escreve o mesmo evangelista. Pessoas chegaram a Jesus com “santa” satisfação comentando uma tragédia. O Salvador foi enérgico: “ – Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Lucas 13.2,3). Sem comentários!
Catástrofes irão acontecer enquanto o mundo será mundo. E ninguém está livre. Se não estivermos sob os escombros, que tenhamos o sentimento de compaixão e de responsabilidade. E a decisão de socorrer.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 21 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Artigo - Sopa indigesta

Assisti o documentário do Fantástico deste domingo sobre a sopa de plástico que toma conta dos oceanos. É de cortar o coração. Milhões e milhões de toneladas deste lixo tóxico, jogado de forma inconseqüente na natureza, e que tem seu destino no mar. Um lixo que leva centenas de anos para se decompor, que vai se desmanchando em pedacinhos e vira uma sopa. E os animais marinhos, que confundem com alimento, depois ingerem e morrem. Quem viu a reportagem deve ter se horrorizado comigo. Porque é muita, muita sujeira letal descartada no coração da natureza marinha, vida que depende todo o sistema biológico do planeta.
Estou de férias na beira da praia, e além do ensurdecedor barulho eletrônico provocado por exibicionistas em seus carros com som, que faz tremer os tímpanos e a paciência, fico abismado com a quantidade de plástico no caminho até o mar: fraldas, canudinhos, sacolas, embalagens de picolé, garrafas, copos... É um absurdo o desrespeito de gente relaxada. Não consigo ficar indiferente a este jeito irresponsável. Deveria existir multa pesada para isto. Afinal, todas estas tragédias naturais que estamos vivendo nos últimos dias, em parte são a resposta deste comportamento criminoso.
O problema é que não sabemos viver em sociedade. Procedemos como se estivéssemos sozinhos no mundo. Qualquer ação pessoal, boa ou ruim, tem efeito no coletivo, seja na vida das pessoas ou no restante da natureza. E já que não somos apenas matéria, isto também vale na vida espiritual. O que está bem explicado num texto bíblico. Ao tratar da interação funcional dos diversos dons na igreja, o apóstolo Paulo busca como exemplo o corpo humano: “Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela. Pois bem, vocês são o corpo de Cristo, e cada um é parte desse corpo” (1 Coríntios 12.26,27). Depois desta analogia, o escritor bíblico mostra como é possível tal convivência dos cristãos, que são pecadores apesar de carregarem uma nova e boa vontade: “Portanto, esforcem-se para ter amor” (1 Coríntios 14.1). Antes disto, no capítulo treze, o autor já tinha orientado o jeito prático desta novidade de vida, sobretudo ao dizer que “quem ama não é grosseiro nem egoísta”.
Lamentavelmente, esta sopa indigesta de plástico que aniquila a vida nos mares, junto com tantas outras misturas irresponsáveis da ação humana, só vai acabar quando o ser humano não tiver mais nada para jogar no lixo. Pois assim será obrigado a olhar para cima e perceber a besteira que fez. Enquanto isto permanece a promessa bíblica: “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte da gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Romanos 8.21).
Marcos Schmidt
Jornal NH de 14 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

Semanl – Ano 6, nº 249 – 7 a 13 de janeiro de 2010

Cultos - 1º Domingo após Epifania
Tema: A revelação do amor de Deus através do batismo de Jesus
e do nosso batismo
Leituras bíblicas: Sl 29; Is 43.1-7; Rm 6.1-11; Lc 3.15-22.
Mensagem: A pior tragédia que é o pecado, um morro que deslizou sobre todos. Mas Deus nos resgatou. Porque, se os pecados são uma montanha que soterra e mata, o amor de Deus encobre multidão de pecados (1 Pedro 4.8). Um amor revelado no batismo de Jesus. Pois quando Jesus é batizado, lá está manifestado o Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo. Lá está a voz do Pai, ecoando: “Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria”. Uma alegria que chegou até nós pelo nosso batismo. É assim que “o Senhor dá força ao seu povo e o abençoa, dando-lhe tudo o que é bom” (Salmo 29). (pastor Marcos)
Aniversariantes – 07 a 13 de Janeiro de 2010
07-Mirian Lindol; Kátia Zimmer; Mateus Lacerda; Anderson Muller; Jorge Kleemann; Franciely Rodrigues; 08-Cauã Souza; Luciano Zitzke; 09- Tiago Koch; Osmar Trierweiler; 10-Filipe Mattos; Hedi Birkholz; Marco Scheffel; Fernando Silveira; Diego Reinheimer; Elisangela Schmitt; Ricardo Nordhausen; 11- Neldi Tomm; Inerci Fröder; 12- Ivanir Moura; Paola Gorkos; Fernando Garcia; Milena Schneider; Leonildo Wisniewski; 13-Lenir Moura; César Bauer; Tomas Rieth; Arno Luguesi; Lucas Oliveira; Paulo Ignácio; Angelita Pereira.
Cultos da próxima Semana
14/01/10 – Quinta, 20h: Culto na “São Paulo”
16/01/10 – Sábado, 19h: Culto na “Jesus Redentor”
17/01/10 – Domingo, 9h: Culto na “São Paulo”
Lembretes
Próximas leituras bíblicas (venha preparado para o culto):
2º Domingo após Epifania (17/01): Sl 128; Is 62.1-5; 1 Co 12.1-11; Jo 2.1-11
3º Domingo após Epifania (24/01): Sl 19; Ne 8.1-10; 1 Co 12.12-31, Lc 4.16-10
4º Domingo após Epifania (31/01): Sl 71; Jr 1.4-19; 1 Co 12.31-13.13; Lc 4.31-44
5º Domingo após Epifania (07/02): Sl 138; Is 6.1-8; 1 Co 14.12-20; Lc 5.1-11
Domingo da Transfiguração (14/02): Sl 99; Dt 34.1-12; Hb 3.1-6; Lc 9.28-36
1º Domingo na Quaresma (21/02): Sl 91; Dt 26.1-11; Rm 10.8-13; Lc 4.1-13
2º Domingo na Quaresmo (28/02): Sl 4; Jr 26.8-15; Fp 3.17- 4.1; Lc 13.31-35
Batismo – No dia 3 de janeiro foi batizado Natã Broch Vaz, filho de Valdenir de Souza Vaz e Eloí Broch Vaz. A criança nasceu em 27/03/2009. São padrinhos: Catiusca Lopes Ferreira, Claudia Renata Arend, Natália de Santana e Mauro Joesel dos Santos.
Castelo Forte 2010 e Cinco Minutos com Jesus – Na Secretaria e na Livraria Pesquisa (Bento Gonçalves, 3033 – fone 3593-4443)
Mensageiro Luterano – Receba mensalmente a revista Mensageiro Luterano no seu endereço. Informações com os pastores ou na Livraria Pesquisa.
Rádio ABC – Na 900 AM, Domingos, 7h às 8h, programa Cristo para Todos, e 2ª à 6ª feira, duração de dois minutos, às 6h40, e 19h.
Cultos na praia – (outros locais, veja no site www.ielb.org.br):
Capão da Canoa – “Emanuel” – Sábados às 20h; Domingos às 9h. Rua Nova Bassano, 890. Fone (51) 3625-3153.
Xangri-lá – “São Paulo” – Domingos (1º e 3º) às 20h. Fone (51) 3625-3153.
Tramandaí – “Cristo” – Domingos 9h, e Terças 20h30 – Rua Hildebrando Pinheiro Veloso, 244, Bairro Indianópolis, (51) 3684-4655.Torres – Av. Independência, 1035, Domingos 9h, (51) 96730751.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Artigo - Ano Novo que já ficou velho

O que mais virá neste ano que já ficou velho? “Não há nada de novo neste mundo”, já disse o sábio três mil anos atrás. Por isto a conclusão: “Todas as coisas levam a gente ao cansaço” (Eclesiastes 1.8). Sim, já estamos sem fôlego no começo, cansados em ver e ouvir tanta coisa ruim. E mesmo assim não querendo acreditar que “tudo é ilusão” (1.2). Ilusão do paraíso que virou inferno. Olhei as fotos da pousada Sankay em Angra dos Reis antes e depois da tragédia. A vida humana é assim. Se as avalanches não soterram sonhos e projetos em segundos, desfazem-lhes lenta e progressivamente em poucos anos. Qual a diferença quando tudo tem o mesmo destino? É só comparar as nossas fotos atuais com as amareladas, aquelas do tempo quando éramos jovens. Parece que foi ontem, resmungamos. Mas o Senhor Calendário não discute nem manda recados. Terrível mesmo quando surge a Senhora Tragédia. Inesperadamente, sem aviso prévio, no meio da noite sob o assombroso estrondo de um morro que despenca, ou de cima de uma ponte que cai, ou num acidente de carro, num afogamento... A dita cuja nem está aí com nossos votos para “que tudo se realize no ano que vai nascer”. Ela simplesmente aparece proclamando o que teimamos apagar da lembrança: “Estamos em perigo de morte o dia inteiro” (Romanos 8.36).
Mas então, como seguir adiante? Fazendo de conta que tudo é um eterno réveillon? Isto só piora as coisas. Precisamos de base, de solidez. Ouvi de um especialista que avalanches deste tipo em Angra acontecem em grande parte porque a base do morro é comprometida. Ora, isto é em tudo. A sociedade está se desmanchando porque a família ruiu. A família está rolando morro abaixo porque o casamento se foi. As relações humanas estão deteriorando porque o respeito não existe mais. E se o assunto é fé, Jesus é pontual: “Quem ouve os meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha” (Mateus 7.24,25).
Precisamos de ajuda, pois estamos nas encostas dos montes e não temos para onde fugir. Mas, “olho para os montes e pergunto: De onde virá o meu socorro? ” A resposta é oportuna: “O meu socorro vem do Senhor Deus, que fez o céu e a terra” (Salmo 121.1,2). Por isto “não teremos medo, ainda que a terra seja abalada e as montanhas caiam nas profundezas do oceano” (Salmo 46.2). “Pois eu tenho a certeza que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida (...) nem o presente, nem o futuro” (Romanos 8.38). É o único jeito de encarar o ano novo que já ficou velho...
Marcos Schmidt
Jornal NH de 07 de janeiro de 2010

Artigo - Arrumação no roupeiro

Achei oportuna a dica de uma consultora de organização: “Seu armário anda abarrotado e, apesar disso, você tem sempre a impressão de que não há nada adequado à ocasião para vestir? Com a chegada do Natal e do fim de ano, é uma boa hora de dar uma reciclada em tudo. Doe todas as peças que não usou nenhuma vez em 2009. Junte as roupas que não servem mais, os acessórios que não vale a pena consertar, o que caiu de moda e, principalmente, os itens que comprou por impulso e que não combinam com você”.
O armário de roupas, na verdade, diz muita coisa sobre nós. Ele é nossa cara. Ou melhor, é o nosso coração. E se antigamente eram pequenos, com poucos cabides, e hoje são grandes e com múltiplos compartimentos, isto já diz tudo. Nos entulhamos com coisas e ficamos sem espaço para guardar o que interessa. Por isto, se existe vontade para organizar o roupeiro, desfazer-se daquilo que é supérfluo, e doar para alguém que precisa, interessante a dica de outro consultor: “Livrem-se de tudo isto: da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio (...) Vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência” (Colossenses 3.8,12).
Estupidamente, não é só de tralhas materiais que a gente se enche durante o ano. Existem coisas que sobrecarregam o coração, que deixa o interior mofento, lugar onde as traças corroem e estragam o perfume da vida. Por isto outro recado: “Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros” (Colossenses 3.13). Este é o pior badulaque do armário, o ressentimento. Ele atrapalha o dia a dia, tira o espaço da alegria. E pior, não serve para nada.
Mas isto não é fácil. Aliás, impossível quando se busca dentro do próprio roupeiro o poder da decisão e a coragem para a arrumação. O milagre vem de fora. Ou como explica o texto sagrado: “Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra. Porque vocês já morreram, e a vida de vocês está escondida com Cristo, que está unido com Deus. Cristo é a verdadeira vida de vocês” (Colossenses 3.2-4). “Pensar nas coisas lá do alto” é experimentar o conselho do verso 16: “Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês”.
A consultora tem razão, no armário tem muitos itens comprados por impulso e que não combinam com a nossa imagem. Isto porque já deixamos de lado a natureza velha com os seus costumes e nos vestimos com uma nova natureza – a nova pessoa que Deus está sempre renovando para que fique parecida com Ele (Colossenses 3.9,10).
Dois mil e dez não é outro ano. É o mesmo armário, apenas com 365 compartimentos limpos, higienizados. O que vamos tirar e colocar em cada um deles depende mesmo do que estamos vestindo. Uma feliz nova arrumação...
Marcos Schmidt
Jornal NH de 31 de dezembro de 2009