Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Artigo - Crianças desobedientes e violentas

A agressão da aluna contra a professora numa escola de Porto Alegre espanta, porque além de um problema generalizado, este tipo de coisa que é próprio de rapazes agora acontece entre as meninas. Até nisto elas têm conquistado espaço. Ontem ainda li sobre uma pesquisa da ONU, que 20% dos jovens brasileiros em idade escolar sofrem com o clima de agressividade no local onde estudam. E a maior atenção é no horário de recreio. Existe pânico entre os alunos nesta hora que deveria ser de diversão, tanto pelo medo da agressão física como pela psicológica.
Desobediência e violência sempre existiram. Faz parte da natureza humana de adultos e crianças. Mas, se viraram epidemia no meio escolar, logicamente elas têm ninho. O problema enfrentado na sala de aula vem do “quarto” – do quarto-mandamento: “Respeite o seu pai e a sua mãe, como eu, o seu Deus, estou ordenando, para que você viva muito tempo, e tudo corra bem para você” (Deuteronômio 5.16). Deveríamos redirecionar o mandamento: “Pais, façam seus filhos respeitarem vocês para que vocês vivam mais tempo e tudo corra bem com vocês”. Pode parecer drástico, mas tem muito pai e mãe com medo do filho. Um terror agora no coração dos educadores profissionais.
Isto não é conversa de pastor. É tema de estado, coisa de ordem pública. O mandamento da obediência aos pais é base para a ordem civil. Derruba-se esta regra e por tabela caem as seguintes do Decálogo - igual às peças de dominó: o quinto (não matar), o sexto (não cometer adultério), o sétimo (não roubar), o oitavo (não difamar) e o nono e décimo (não cobiçar). Tudo começa (ou termina) neste princípio de ordem familiar. E pela importância vital deste mandamento bíblico, é o único que contem uma promessa: “para que você viva muito tempo e tudo corra bem para você”. Quem não obedece aos pais em casa, não obedecerá o professor na escola, a polícia, o patrão, o superior. E assim esta criança mal-criada está no caminho da desgraça, e se existir um bando delas, a desgraça está feita na sociedade.
“Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6.4). Isto tem dois mil anos, mas é novo, atual. Tratar com irritação é fazer o que estamos fazendo. É deixá-los sem disciplina, sem direção, sem firmeza. “Eduque a criança no caminho que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.6), também diz a Bíblia. A educação moderna mudou isto: “Eduque a criança neste, naquele, ou em qualquer caminho, tanto faz, ela deve escolher o que é melhor para ela”. Já ouvi de gente cristã me dizer: Não batizo meu filho porque é ele que deve escolher a religião.
Estamos colhendo o que plantamos, mas ainda existe salvação. Creio que a plena solução e o exemplo sempre estarão naquele de quem foi escrito: “Embora fosse o Filho de Deus, ele aprendeu, por meio dos seus sofrimentos, a ser obediente” (Hebreus 5.8).
Marcos Schmidt
Jornal NH de 2 de abril de 2009

Artigo - Bíblia com “B” minúsculo?

Estou curioso para ler o recente livro de Moacyr Scliar, Manual da Paixão Solitária, que fala da Bíblia no dia-a-dia das pessoas. Em entrevista, Scliar disse que “a cultura bíblica é decisiva na formação do Ocidente e por explorar as paixões humanas, toca as pessoas no seu cotidiano, e por isso que até hoje é um best seller” (clic RBS). No entanto, estou mais curioso do motivo que levou o redator da matéria escrever “bíblia” – com letra inicial minúscula. Está em qualquer manual de redação que os títulos de livros têm a letra inicial maiúscula. Ora, se o título do livro de Scliar está perfeitamente redigido, não entendo a razão de “Bíblia” aparecer 8 vezes no minúsculo no texto desta notícia eletrônica.
É difícil a gente não incorrer em erros, sobretudo ortográficos. Mas, têm horas que o “pré” ou o “pós” conceito faz a gente errar conscientemente. O que é uma grande tolice. Não é o caso de Scliar que disse: — “Eu não leio a Bíblia de maneira religiosa, eu leio a Bíblia de maneira literária”. Mesmo sem dar crédito divino, o escritor não esconde que a Bíblia está sempre na sua mesa e a consulta regularmente, coisa que muitos cristãos esquecem de fazer ou têm vergonha de dizer.
Outro escritor famoso que gosta de ler a Bíblia de maneira literária é Luis Fernando Verissimo. Percebe-se isto por sua inteireza nas histórias bíblicas e até em doutrinas – ele que seguidamente aborda temas cristãos. Foi o que aconteceu no seu ultimo artigo, Armagedon. Irônico e perspicaz como sempre (e insistindo que é um ateu não praticante), Verissimo faz uma interpretação coerente com aquilo que eu já escrevi aqui sobre a guerra de Israel. “Israel precisa ouvir os seus sensatos. Precisa, principalmente, saber quem são os seus amigos”, conclui, depois de criticar o fundamentalismo cristão e judaico que encara um Armagedon de carne e osso, isto é, uma batalha física e geográfica entre o Ocidente e o Oriente, entre o bem e o mal.
Por interpretações equivocadas e pela incoerência entre palavras e atitudes, isto pode explicar, em parte, a “bíblia” – no minúsculo. O crescente ateísmo, o descrédito com as instituições – sobretudo com as religiosas, a degradação familiar, a insuportável corrupção política e social, a proliferação da violência, enfim, todo este cenário caótico no “mundo cristão” diretamente nos acusa: - Onde está a Bíblia de vocês.
Assim, dá para entender que Bíblia no minúsculo nem é um erro de redação. Pode ser um problema de ação. “Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática” (Tiago 1.22). O que não invalida o poder que ela tem, nem diminui as suas letras. E por um único fato: “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus (...) A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade” (João 1.1,14).
No fim das contas, antes de reprovar o redator, preciso mesmo analisar se a minha vida começa com um “v” maiúsculo.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 26 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Artigo - Não podemos nos acostumar

O mais grave é que estamos aceitando tudo isto. Dias atrás um homem foi violentamente agredido com paus e pedras sob os olhares curiosos de dezenas de pessoas e sob as lentes de uma câmera. Foi no Arroio Dilúvio, numa avenida movimentada de Porto Alegre. Três moradores de rua tentavam matar um companheiro. Sobreviveu graças a intervenção de um soldado da Brigada Militar que, fora de serviço e a paisana, entrou de roupa e tudo nas águas poluídas contra a selvageria. Mais tarde o policial confessou sua perplexidade diante da omissão de gente que não fez nada para salvar a vítima.
Esta cena do Dilúvio tem explicações. O voyerismo sádico da violência é uma delas. Um mal que se espalha nas escolas, estádios de futebol, baladas, trânsito, na sociedade em geral. A vontade de ver sangue – alimentada pelos jogos eletrônicos, filmes, internet – virou praga. É o prazer pelo espetáculo da barbárie – tipo de vídeo mais assistido pela internet. Que Deus nos livre deste sadismo.
Outra resposta vem da indiferença com os miseráveis. “Era um morador de rua, e este tipo só atrapalha a nossa vida”. A gente pensa isto. Pelo jeito o bom samaritano é coisa rara, e sobram sacerdotes e levitas que passam pelo outro lado da estrada (Lucas 10.25-37). Que nenhum de nós fique maltrapilho e jogado na calçada – ninguém vai nos enxergar.
Também tem explicação no ditado “cada um por si e Deus por todos”. A solidariedade há muito foi para o espaço. “A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará (Mateus 24.12). Será que o Salvador refere-se aos tempos atuais? Que este amor caridoso ainda esteja ardendo em nosso coração.
Outra coisa é o hedonismo – palavra que expressa este jeito bem explícito pela busca egoísta e adoidada do prazer. Isto também explica o sexo sem compromisso, a pedofilia, o aborto, as drogas, a obsessão pelo sucesso que passa por cima dos outros. Nem é preciso dizer que esta filosofia do prazer está viva e ativa na política, nos governos, nos órgãos públicos, na economia, e pior, na família. Se a maioria quer “ser feliz” de qualquer jeito, que eu siga pelo caminho estreito do desprendimento.
Mas a explicação está mesmo no “Dilúvio”. Diz a Bíblia que “quando o Senhor viu que as pessoas eram muito más e que sempre estavam pensando em fazer coisas erradas, ficou muito triste por haver feito os seres humanos” (Gênesis 6.5). Depois vem o Dilúvio. A razão para toda esta ruindade é comentada por Jesus: É de dentro do coração que vem tudo isto (Marcos 7.21-23). É o arroio sujo que transborda da natureza humana com todos os dejetos do pecado.
Mas a solução existe, e vem do próprio Filho de Deus, ele que disse: “Mas entre vocês não pode ser assim” (Marcos 10.43). Paulo recomenda: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês (Romanos 12.2). O mundo tem salvação e não podemos nos acostumar com a podridão dele.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 19 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

Semanal - Ano 5, nº 206 - 12 a 18 de março de 2009

Cultos - Terceiro Domingo na Quaresma
Tema: A beleza do templo está na fé e vida do seu povo
Textos bíblicos: Sl 19; Êx 20.1-17; 1Co 1.18-31; Jo 2.13-22.
Hinário Luterano: 340, 248, 243, 246.
Mensagem: Todos ficamos encantados com a visão panorâmica de uma lindaigreja. A simplicidade de uma pequena capela, construída com criatividadenos leva para um breve momento de devoção. A grandeza de uma catedral nosconvence da Onipotência do nosso Deus. Mas nem sempre o templo, mesmoconstruído sob inspiração bíblica, garante a permanência de Deus naquelelugar. O Evangelho do dia nos faz pensar nisso, afinal, a beleza do templode Deus está na fé e vida do seu povo. (pastor Figur)
Aniversariantes – 12 a 18 de março de 2009
12-Tiago Silva; Denise Buss; Lourdes Seibel; Adão Reinheimer; 13-José Soares; Alan Mônaco; Willian Vargas; Artemio Rohde; Caroline Sander; Teresinha Scheuermann; 14-Silvia Loh; Mauricio Henkel; Edílson Kulmann; Claudir Krummenauer; 15-Vera Ritter; Gleice Mras; 16-Jéssica Rosa; Gladis Lindol; Davi Reinheimer; Eugenio Saraiva; Samantha Schvantes; 17-Heber Kupske; Pamela Muller; Miriam Gomes; Dandy Kautzmann; M. Helena Lacerda; Marcos Huguntobler; 18-Ana Kruse; Ivone Saraiva; Alma Albrecht; Taiane Mônaco; Suzana Eisinger; Samuel Cardoso; Genésio Hermann.
Lembretes
ASSEMBLÉIA – ELEIÇÃO – Com assunto único (eleição para presidente, tesoureiro e vice-secretário da Com. São Paulo), os membros votantes estão convocados para Assembléia Extraordinário, dia 28/03, após o culto das 20h.
CALENDÁRIO E ENVELOPES – Estão a disposição antes e após os cultos, e na Secretaria, o Calendário 2009 e os Envelopes de Ofertas 2009.
SERVAS GUARANI – Local da reunião: residência de Ida Muller, rua Santos, 726, Vila Nova (fone 3527-3369) .
SERVAS ALIANÇA – Culto do 9º aniversário das Servas Aliança, dia 15 de março. Dia 22/03 elas fazem passeio. Suas reuniões são duas por mês aos sábados, 16h (veja no calendário).
RETIRO DE CASAIS – Já estão abertas as inscrições (telefone da secretaria) para o retiro de casais que acontecerá no dia 5 de abril. A palestrante será a psicóloga Leia Weber, esposa do pastor Valdo Weber, de Canoas.
CONFIRMANDOS - Reunião dos alunos com os pais: 20/03,19h.
NOVOS ALUNOS – As crianças que completam 11 anos entre agosto/2009 à julho/2010 podem se inscrever na Secretaria para o 1º ano da Instrução de Confirmandos, que inicia em 7 de agosto próximo.
LEIGOS e FAMÍLIAS – Dia 20 de março, 20h, no ginásio. Após a palestra com o pastor André Schneider da São Lucas, NH, tem janta de contraternização.
DIJUVASI – Reunião administrativa – 22/03, 14h, “Da Paz”, Campo Bom.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Artigo - A fé nos miolos

Agora os cientistas descobriram a maneira como o cérebro ativa a fé religiosa. Isto quer dizer que a fé tem lugar específico nos miolos. Mas, o que me interessou na notícia foi uma frase que li: “Apesar de não ser possível comprovar a existência ou a ausência de Deus, o grupo de cientistas descobriu que se pode analisar a atividade cerebral desencadeada pelas crenças religiosas”. Só mesmo uma pessoa sem o uso completo do cérebro para dizer tal insensatez, de que não é possível comprovar a existência ou ausência de Deus.


Nas férias li o livro “Um ateu garante: Deus existe”. A obra, de famoso filósofo inglês, traz interessantes argumentos sobre a impossibilidade de não existir um supremo criador. Considerado o principal filósofo dos últimos cem anos, Antony Flew defendeu o ateísmo por mais de meio século - uma convicção que abraçou aos 15 anos, mesmo sendo filho de pastor. Por isto a surpresa quando em 2004 a mídia divulgou que ele havia mudado de idéia. No livro, o ex-ateu argumenta: “Minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser auto-existente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente”.


A Bíblia diz que fé é uma obra divina e não humana (Efésios 2.8). Mas, o que dizer então desta experiência na massa cinzenta do filósofo, e agora desta pesquisa? Na verdade, não é fé, mas conclusões lógicas. E é neste ponto que o livro interessa na discussão com o ateísmo que se agarra nas saias da Ciência e sob o manto do darwinismo, para proclamar: Deus não existe e tudo surgiu do nada. Delírio, loucura, insensatez? Quem sofre deste mal? Davi dispara que irracionais são aqueles que dizem em seu coração: “Não há Deus” (Salmo 53.1). Paulo adverte que tais céticos não têm desculpa nenhuma, pois “desde que Deus criou o mundo, as qualidades invisíveis dele, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente” (Romanos 1.20). Ou, nas conclusões de Flew: “Minha descoberta do Divino tem sido uma peregrinação da razão e não da fé”.


Creio que os sofisticados telescópios e microscópios não estão aí por acaso – igual ao surgimento do mundo na concepção evolucionista. É uma chance do Criador. Mas, até aqui – esta fé cerebral de que existe um ser superior – isto os próprios demônios têm, e por isto tremem as canelinhas (Tiago 2.19).


E se fé é uma coisa que se vive, Jesus tem uma palavrinha aos crentes: Se nesta época de incredulidade e maldade um cristão tiver vergonha dos meus ensinamentos, eu terei vergonha desta pessoa quando vier na glória de meu Pai – para exigir os direitos autorais (Marcos 8.38). Penso que nem é preciso de fé para dizer: “Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da Terra” – porque isto a Ciência confirma. Agora, afirmar: “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho...”, isto não vem dos miolos, vem de cima e mora no coração.


Marcos Schmidt

Jornal NH de 12 de março de 2009