Foto panorâmica da Igreja

Foto panorâmica da Igreja

Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Cultos – 7º Domingo Após Pentecostes

Textos Bíblicos: Sl 119.137-144; Zc 9.9-12; Rm 7.15-25; Mt 11.25-30.
Hinos (Hinário Luterano): 247, 311, 322, 538.
Tema: Jesus, O Caminho.
Resumo da Mensagem: O mundo oferece muitos caminhos, e nós somos levados a pensar que podemos trilhar qualquer um destes caminhos com nossos próprios esforços e desejos. Assim aconteceu com o jovem rico, personagem do nosso texto. No entanto, Jesus se apresenta como sendo O Caminho, pela fé, sem obras, para uma vida eterna, incomparavelmente melhor, onde as primeiras coisas já passaram. Vamos juntos, pela fé seguir O Caminho, JESUS. (Pastor Gilberto Lange)

Artigo - O intolerante bafômetro

O tempo vai dizer se a incompassível lei de trânsito contra a bebida é boa ou não. Num país embriagado por coquetéis de legislações, pode ser outra regra cambaleante sob os efeitos sonolentos de uma fiscalização ineficiente. O assunto é polêmico, e também tem implicância no terreno religioso. Afinal, enquanto denominações já condicionam tolerância zero no uso da bebida alcoólica em qualquer situação, outras toleram liberdade no caminho da moderação. É o caso da minha igreja que não julga o uso responsável de bebida alcoólica, e que até oferece vinho na Santa Ceia. Aliás, aqui começa um problema para nós, cristãos luteranos, porque aquele pequeno gole que ingerimos na comunhão eucarística do altar já pode causar um terrível transtorno lá fora, caso formos abordados numa ação policial com bafômetro. Em todo o caso, se é para acabar com os “bebuns” do volante e reduzir a carnificina nas estradas, que seja bem-vinda tal “lei seca”. Os dados confirmam que o álcool, além de causar um prejuízo anual de 70 bilhões de reais ao país no tratamento de doenças, acidentes de trânsito, violência, ausência no trabalho etc, é culpado por quase a metade dos acidentes de trânsito.
No tempo bíblico em que carros eram puxados sob o bafo dos cavalos, o exagero na bebida provocava “mortes” no próprio culto cristão. Conforme costume da igreja primitiva, a Santa Ceia acontecia numa confraternização com comida e bebida. No entanto, Paulo escreve para a congregação de Corinto: Nas instruções que agora vou dar a vocês, eu não posso elogiá-los... Quando se reúnem, não é a Ceia do Senhor que vocês comem... Enquanto uns ficam com fome, outros chegam até a ficar bêbados... e alguns já morreram (1 Coríntios 11). O texto registra as imprudências: embriagues, brigas, falta de amor, egoísmo. Em sinal de alerta, o apóstolo aponta para os danos: Pois a pessoa que comer do pão e beber do cálice sem reconhecer que se trata do corpo do Senhor, estará sendo julgada ao comer e beber para o seu próprio castigo (1 Coríntios 11.29).
Tolerância zero, infração e castigo são palavras que também surgem quando o assunto é a lei de Deus. Não existe retorno, o único caminho é seguir reto. Sejam perfeitos, diz Jesus, assim como é perfeito o Pai de vocês que está no céu (Mateus 5.48). Quem quebra um só mandamento da lei é culpado de quebrar todos, lembra Tiago (2.10). Por isto, no teste do bafômetro divino, ninguém escapa: Não há ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo (Romanos 3.12). Seria o precipício sem a ponte se não fosse o supremo tribunal divino intervir e fazer Cristo soprar o bafômetro no lugar dos transgressores. É o Evangelho – a boa nova. Ou como diz a Bíblia: Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva (Romanos 3.24).
Na verdade, em âmbito espiritual, segue-se no caminho da Lei com tolerância zero, ou no caminho de Cristo. Eu optei por este que me dá livre arbitro, consciência tranqüila e responsabilidade. E mesmo quando ninguém tem o direito de me julgar por causa de comida ou bebida (Colossenses 2.16), em outra via, sei que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm (1 Coríntios 10.23). Já no âmbito desta nova lei de trânsito, é o bafômetro que vai dizer se estou livre para seguir no volante.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 26 de junho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Artigo - Indiana Jones e a Bíblia

Uma notícia arqueológica revelou semana passada a descoberta da igreja cristã mais antiga do mundo. O local é uma caverna subterrânea datada do período entre os anos 33 e 70 da nossa era, na cidade de Rihab, Jordânia. Segundo os arqueólogos, o local tem sinais claros de rituais realizados no início da era cristã, com cerca de doze metros de comprimento e sete de largura. A área de culto é circular com vários bancos de pedra para os sacerdotes, e com acesso a um túnel que leva a um reservatório de água. Uma inscrição no chão da igreja cita os "70 amados por Deus e o Divino", referindo-se aos 70 discípulos (descrito em Mateus 10.1) e ao próprio Senhor Jesus. Conforme explicam os estudiosos, nos primeiros escritos da era cristã, Jesus era chamado de “Divino”.
No ano passado assisti a uma palestra do Dr. Paul Maier, professor de História Antiga da Universidade de Michigan, Estados Unidos, onde expôs basicamente o que está no livro “Jesus, verdade ou mito?”. Nesta sua obra, o especialista sobre Bíblia e arqueologia escreve: “Muito antes de vocês passarem desta vida para a melhor, novas e emocionantes descobertas vão influenciar o texto bíblico”. E não demorou: a primeira igreja cristã encontrada numa caverna – o achado arqueológico mais interessante dos últimos tempos para o cristianismo, comprovando que o Jesus que pisou nas terras da Palestina não é mito, mentira, mas absoluta verdade do ponto de vista histórico. É um fato importante para calar a boca de muitos críticos raivosos, como, por exemplo, de certos “historiadores” com suas infundas teorias divulgadas em revistas de cunho científico.
Paul Maier conta que em certa ocasião recebeu uma carta irada de um ateu que o desafiou sobre a existência do Jesus histórico, prometendo que para cada prova daria mil dólares. “Eufórico, enumerei a ele seis lugares e pedi que fizesse o cheque de seis mil dólares... Nunca mais ouvi falar deste sujeito arrogante”, escreve Maier. De forma cativante e divertida, Maier comprova a veracidade do mundo bíblico através de uma “rodovia de três faixas”: a geografia, a arqueologia e a história fora da Bíblia. Finaliza o seu livro desafiando: “E assim, quando Jesus disse: ‘Amem ao Senhor, seu Deus, com todo seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua mente’, por favor, levem-no a sério quando ele diz ‘com toda a sua mente’. Você não precisa anular o seu cérebro no processo de chegar à fé ou de conservar a sua fé”.
Não é o cérebro que nos liga a Deus. É a fé. E fé, segundo o texto bíblico, é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver (Hebreus 11.1). O apóstolo Paulo lembra a distância imensurável entre o raciocínio lógico e a fé que salva, ao citar que a mensagem da morte de Cristo na cruz é um absurdo para os que estão se perdendo. “Essas verdades são loucura para essa pessoa porque o sentido delas só pode ser entendido de modo espiritual” (1 Coríntios 1.18 e 2.14). No entanto, Maier tem razão, o Criador colocou em nossa cachola uma massa cinzenta. Com ela podemos pesquisar, raciocinar, analisar. Podemos ser o “Indiana Jones” em aventuras fantásticas nos surpreendentes caminhos bíblicos, e descobrir que Deus deixou marcas sob o pó do mundo antigo.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 19 de Junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Cultos – 5º Domingo após Pentecostes

Tema: Cristo nos motiva a testemunhar.
Resumo da Mensagem: Vivemos uma época de insegurança que também atinge o nosso testemunho cristão. Sabemos que os problemas e sofrimentos deste mundo continuarão, mas precisamos vencer o medo e a vergonha para falar de Cristo às pessoas. Mas onde está nossa motivação? Cristo é o nosso Mestre e Senhor, o nosso exemplo, a nossa coragem e força para anunciar as maravilhas da salvação.
Leituras Bíblicas: Sl 91; Jr 20.7-13; Rm 5.12-15; Mt 10.24-33.
Hinos (Hinário Luterano): 285, 428, 316, 263, 256.

Artigo - Namoro, política e o gravador

Namoro e política dependem de honestidade e confiança! É por isto mesmo que estão na corda bamba. Para se ter idéia, pesquisa diz que apenas um em cada quatro brasileiros casados espera fidelidade do parceiro. Isso significa que 75% das pessoas comprometidas acreditam que, cedo ou tarde, podem ter de encarar a traição no Brasil. "Parece que ter um relacionamento extraconjugal já foi incorporado pela nossa cultura, mesmo que isso não seja o que as pessoas almejam", diz a professora da USP que fez a pesquisa tempos atrás. Enquanto isto, nesta semana um levantamento revela que 72% dos entrevistados não confiam nos partidos políticos. O dado faz parte do Barômetro de Confiança, instrumento de análise do grau de credibilidade dos brasileiros nas instituições e órgãos públicos do país. São duas revelações preocupantes. Enquanto que a honestidade já foi para o baú junto com o romantismo, a deslavada mentira fica cada vez mais evidente e comprovada com a tecnologia a serviço da desconfiança.
O artista plástico francês Titouan Lamazou viajou pelo mundo em busca de pessoas das mais variadas culturas, para compor uma seleção de fotografias com texto, intitulada “Mulheres do Mundo”. Entre 20 questões respondidas pelas entrevistadas, uma desperta atenção quanto à pergunta: quais as qualidades que deseja em um homem? De acordo com Lamazou, a honestidade e a sinceridade reinam absolutas no topo do ranking. Pois não surpreenderia uma resposta parecida, se tal pergunta fosse feita aos eleitores quanto aos políticos.
Antigamente era o fio do bigode. Hoje é o fio da meada perdido num rolo sem tamanho, e que só tem jeito com a tesoura. A gente sabe que mentira e corrupção sempre existiram tanto no seio familiar como nas relações políticas e sociais. Mas as coisas degringolaram em nosso país. Algo parecido com a situação de Israel no século sétimo antes de Cristo. O reinado de Jeroboão II alcançou sucesso e prosperidade (2 Reis 14), mas o cheiro da podridão moral atraiu um bando de abutres: idolatria, falsos juramentos, roubos, injustiças, opressões, adultérios e homicídios. No livro de Amós, a advertência perpassa os tempos e cai hoje como uma luva: “O povo de Samaria não sabe fazer nada com honestidade” (3.10); “Pais e filhos têm relações com prostitutas (2.7); “Vocês têm ódio daqueles que defendem a justiça e detestam as testemunhas que falam a verdade; vocês exploram os pobres e cobram impostos injustos das suas colheitas (...) Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres. Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada!” (5.10-13)
Sobre o Brasil que parece avançar para a prosperidade econômica, só existe uma saída a fim de que esta segurança material seja uma bênção para a nação diante de tamanha imoralidade que sacode o lar e a política. É a mesma indicada pelo profeta: “Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam. Odeiem aquilo que é mau, amem o que é o que é bom” (Amós 5.14,15). Este é o caminho para que o namoro aflore em bom casamento e a política em ordem e progresso.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 12 de junho de 2008