Foto panorâmica da Igreja

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Evangelho de Lucas 20.27-40

Explicação do teólogo Gerson Linden sobre o Evangelho de Lucas 20.27-40, texto bíblico do culto desta segunda semana de novembro.


Mordomia da Oferta Cristã

Mordomia da Oferta Cristã

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Artigo - Vidas por um fio embrionário

“Aos seis meses de idade, Vinícius é um bebê que adora papinha de mamão, já tenta sair sozinho do carrinho e dá sonoras gargalhadas durante o banho. O menino foi gerado a partir de um embrião congelado durante oito anos, um recorde no país. Pelos critérios da Lei de Biossegurança, seria um embrião indicado para pesquisas com células-tronco embrionárias” (Folha de São Paulo, 8 de março de 2008).
"É uma loucura falarem que embrião congelado há mais de três anos é inviável. E isso não tem nada a ver com religião” (médico responsável pelo nascimento do Vinícius).
“Com que superioridade moral podem se apresentar aqueles que acreditam em Adão e Eva, ressurreição de mortos (...) para ditar normas de conduta aos homens de ciência? (...) O homem não se distingue dos outros seres vivos, animais ou vegetais, no espalmar da árvore genealógica da vida. É apenas um dos brotos extremos. O homem atual é um entre uma dezena de hominídeos que desenvolveram a inteligência e sucumbiram na esteira de milhões de anos pela seleção natural. Da ameba à célula de uma ervilha, ao córtex cerebral do chimpanzé e ao nosso, encontra-se o mesmo princípio estrutural do DNA” (cientista no artigo Vida, ciência, fé, célula-tronco, Zero Hora, 3 de junho de 2008).
“Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe. Eu te louvo porque deves ser temido. Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei disso muito bem. Tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo, tu me viste antes de eu ter nascido. Os dias que me deste para viver foram todos escritos no teu livro quando ainda nenhum deles existia. Ó Deus, como é difícil entender os teus pensamentos! E eles são tantos!” (Bíblia, Salmo 139.13-17).
“Defendemos o direito e o respeito à vida em todos os seus estágios de desenvolvimento, o que inclui o estágio embrionário. A retirada das células-tronco significa a destruição do embrião, sendo em nossa opinião, a interrupção de uma vida humana, não importando a finalidade, por mais nobre que seja a pesquisa. Os fins não justificam os meios quando se trata de vidas humanas. Deus, o Criador, atribui uma dignidade sagrada à vida de cada ser humano desde o momento inicial – a fecundação” (Rafael Nerbas, pastor luterano e especialista em Bioética, programa Toque de Vida, Ulbra TV).
Um cientista encontrou Deus e disse a Ele:
- Deus, nós temos feito coisas fantásticas, clonamos uma ovelha e podemos clonar humanos. Como pode ver, não precisamos mais do Senhor.
Deus balança a cabeça, e diz: - Bom, sem ressentimentos. Mas, antes, vamos fazer um concurso.
- Que tipo de concurso? Pergunta o cientista.
- Um concurso de fazer homem, responde o criador.
- Legal! Sem problemas! Exclama o cientista, que rapidamente se adianta, pega
um punhado de barro e diz: - Vamos lá, estou pronto! Mas Deus diz: - Não assim. Você tem que criar o seu próprio barro...
Moral da história: Um dia o Criador vai exigir seus direitos autorais.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 5 de junho de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Semanal 165 - 29 de Maio a 4 de Junho de 2008

Cultos – 3º Domingo após Pentecostes
Leituras Bíblicas: Sl 119.65-72; Os 5.15-6.6; Rm 4.18-25; Mt 9.9-13.
Tema: Deus aceita o ser humano pecador pela fé.
Mensagem: O apóstolo Paulo responde algumas questões fundamentais para a nossa vida cristã: Abraão foi aceito por Deus pela fé ou pelas obras? Abraão confiou nas promessas de Deus, mesmo quando pareciam ser impossíveis. Nós somos aceitos por Deus pela fé ou por aquilo que fazemos? Deus nos aceita graças ao que Cristo fez por nós na cruz. Cristo morreu e ressuscitou por todo o mundo. Pela fé, assim como Abraão, também recebemos esta salvação. (pastor Ezequiel)
Lembretes
GLOBO REPORTER – Todos convidados para o Encontro dos Leigos com Famílias, neste 30 de maio, 6ª feira, 20h, no Centro Social, com palestra e janta. O tema da palestra será sobre os novos formatos de família, conforme programa do Globo Repórter, e o que diz a Bíblia. Pelo pastor Marcos. Traga visitantes.
LIDERES DO PEM – No próximo 4 de junho, 4ª feira, 20h, os líderes dos pequenos grupos do PEM se reúnem para preparar o próximo encontro no seu bairro. Outros podem se congregar a esta equipe e conhecer o funcionamento do mesmo.
RETIRO DE CASAIS – Já estão abertas as inscrições para o Retiro de Casais no dia 29 de junho. O palestrante será o professor Anselmo Graff do Seminário Concórdia. Inscrições na Secretaria da Comunidade ou com o pastor Marcos. Maiores detalhes sobre local e horários serão repassados.
ÁREAS DA IELB – Neste fim de semana, a direção da IELB se reúne em São Leopoldo com as seis áreas de ação da igreja nacional. Estas áreas planejam e organizam as atividades que serão executadas. O pastor Figur pertence a área de Assistência Social e o pastor Marcos a de Comunicação.
CONFIRMAÇÃO – A turma de 29 alunos da Instrução de Confirmandos será dividida e confirmada nos dias 5 e 6 de julho. Um culto de “pré-confirmação” com todos será realizado no dia 21 de junho, e após uma janta dos pais e alunos.
CESTAS BÁSICAS e CAIXINHA – A Assistência Social lembra da necessidade mensal com cestas básicas para as famílias carentes assistidas por este serviço. As ofertas podem ser feitas através de alimentos não perecíveis ou em dinheiro.
CULTO CANTATE – O Seminário Concórdia de São Leopoldo convida para o Culto Cantate, neste 1º de junho, 18h. Com mensagens, canto congregacional, união coral, Coral Concórdia e orquestra.

Artigo - Vida útil e os impostos

Se já nasci condenado a trabalhar metade da minha “vida útil” para o governo, e se muita coisa do governo é “inútil”, então preciso repensar se vale a pena ser útil. Ou quem sabe trabalhar só a metade, só a partir de 27 de maio. Afinal, os primeiros 148 dias de trabalho no ano são para pagar impostos. Mas, pensando bem, somos nós, os trabalhadores, que passamos a perna no governo. Isto porque entregamos para ele esta primeira parte do ano quando pouca coisa funciona. É o período das férias, do Carnaval, da estação quente que convida para a sombra e água fresca. Tomara que nunca descubram isto e nos obriguem a trabalhar para eles de junho a outubro.
O assunto, que na verdade é sério, também está nas páginas da Bíblia. E de forma bem categórica: Paguem todos os seus impostos e respeitem e honrem todas as autoridades (Romanos 13.7). Quem não conhece as célebres palavras de Jesus: Dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mateus 22.21)? Por outro lado, as Escrituras alertam: Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça (Provérbios 29.4). Outras versões no português usam a palavra “transtorno” no lugar de “desgraça”. Pensando nisto, o maior transtorno, a terrível desgraça que um governo impõe aos seus cidadãos com elevados impostos, nem é a carga tributária, mas o peso na consciência dos contribuintes. Quantas pessoas honestas e sobrecarregadas na tênue linha entre a sobrevivência e a voracidade do leão verde-amarelo? Tenho sido testemunha deste tormento no aconselhamento pastoral.
O apóstolo Paulo recomenda: Vivam de acordo com o evangelho de Cristo (Filipenses 1.27). “Vivam” no original grego é politeuesthe. A tradução adequada seria: Sejam politicamente corretos neste mundo de acordo com o evangelho de Cristo. Na mesma carta, Paulo lembra que o cristão é um politeuma, um “cidadão dos céus” (Filipenses 3.20). Este termo era usado com referência ao cidadão romano, que usufruía de todos os direitos e deveres políticos. Escravos, judeus, estrangeiros não tinham tal privilégio. Paulo, além de judeu, carregava o título de polites romano, assim como muitos cristãos não-judeus. Ao escrever: “Nós somos cidadãos dos céus e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador”, ele recorre ao significado deste status político para dizer: temos direitos e deveres para com o nosso Senhor Jesus. No entanto, lembra que o cidadão dos céus tem um Senhor justo e bondoso que “abriu mão de tudo o que era seu” (Filipenses 2.7) e que veio para servir o povo. Por isto o testemunho: “O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever (...) Pois para mim viver é Cristo (...) Se continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil (...) Agora, o mais importante é que vocês vivam – politeuesthe – de acordo com o Evangelho de Cristo (...) Pois Deus tem dado a vocês o privilégio de servir a Cristo”.
Pois bem, se já nasci condenado a trabalhar metade da minha “vida útil” para os tributos dos homens, então porque não seguir a recomendação: Seja filho de Deus vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, isto mostrará que todo esforço e trabalho não foram inúteis (Filipenses 2.15,16).
Marcos Schmidt
Jornal NH de 29 de maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Artigo - A Amazônia tem dono

O jornal de maior circulação nos Estados Unidos afirmou no último domingo que a Amazônia é patrimônio não apenas dos países que dividem seu território. Lembrou uma frase do ex-vice-presidente Al Gore: "Ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós". Segundo o artigo, a discussão deve aumentar nos próximos anos diante da necessidade crescente por recursos energéticos e de uma preocupação cada vez maior com mudanças climáticas e poluição.
Pode parecer antipatriótico, mas o jornal não deixa de ter razão. Evidente que vamos ter que discutir com a maior potência sobre o lixo que eles próprios jogam pela janela. Os Estados Unidos são responsáveis por um quarto da fumaça que sai dos carros e das indústrias. Sobre todos os gases que provocam o efeito estufa, eles emitem 46%, enquanto nós brasileiros 5%. Portanto, se o assunto é poluição, mudança climática, consumo de energia, então a polícia da Terra precisa invadir a maior potência do mundo e desapropriar suas riquezas. Mas ninguém é louco de fazer isto, assim como ninguém é estúpido de invadir a Amazônia. Ou é? Em todo o caso, se os terráqueos não invadirem as próprias consciências com juízo, não vai sobrar ninguém para dizer que isto ou aquilo tem dono.
A Amazônia tem dono, sim, pertence ao seu criador. “Ao Senhor Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe” (Salmo 24.1). Nós, brasileiros, somos apenas capatazes, gerentes deste pulmão da Terra. Nem do próprio nariz somos proprietários. “Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço” (1 Coríntios 6.19). Na verdade, aí começa o nosso problema, que é o problema desta civilização não civilizada. Nos “adonamos” das coisas, das pessoas, e, atordoados pelo poder e ganância, desmatamos, destruímos, matamos. Marina Silva, cristã praticante, ex-ministra do Meio Ambiente por ser uma pedra no sapato dos “donos do mundo”, disse algo que poderia ser a solução para este planeta em extinção: “Quando a gente ocupa um espaço de poder, por mínimo que seja, incluindo uma coluna de jornal, a gente sofre a tentação de querer olhar as pessoas de cima para baixo. Aprendi que a gente tem que olhar de baixo para cima. De baixo para cima a gente consegue enxergar o que está acima de nós. A Amazônia está acima de nós. E com esse olhar a gente é capaz de enxergar que, para fazer algo que seja bom, é preciso se colocar numa perspectiva de serviço, que também pode ser o gesto de abrir o caminho para que outro ocupe o seu lugar”.
Desde o dia quando o ser humano foi expulso da floresta do Éden, nunca mais deixou de erguer Torres de Babel, fincando bandeiras e dizendo “isto é meu”. Só mesmo um Deus tão louco (1 Coríntios 1.18) para descer até este lugar e ser pregado numa árvore derrubada. Mas o Filho de Deus abriu mão de tudo o que era seu (Filipenses 2.7) exatamente para abrir o caminho a fim de que pudéssemos ocupar o lugar onde ele está. E para que um dia finalmente todos saibam quem é o dono da Amazônia.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 22 de maio de 2008

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Artigo - O que é uma família

É cada vez mais complicado colocar o nome do pai e da mãe, dos avós paternos e maternos na certidão de nascimento, revelou o Globo Repórter na semana passada. Explicou o motivo: Muitos têm duas mães, padrastos, meios-irmãos, vêm de adoção ou de união homossexual. "O formato da família em si mudou. Hoje nós temos famílias que não são apenas de homem, mulher e filhos. Isso pode não ser tão bem aceito quanto nós gostaríamos, mas temos que ser tolerantes e aceitar tudo porque a família mudou, a sociedade mudou e não há como voltar atrás", disse a historiadora Eni Samara. A conclusão no final do programa: “Hoje não existe uma definição de família. Não existe mais com precisão o que é família. Família é onde a gente se sente amado e pode amar aquela pessoa. E pode incluir um monte de gente, mesmo sem ter consangüinidade".
Que família não depende do sangue, isto é comprovado na vida do próprio Jesus. Concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria, enteado de José, este lar diferente existiu para se cumprir no Deus-Homem aquilo que a Bíblia explica: Foi preciso que Jesus se tornasse em tudo igual aos seus irmãos para que os pecados do povo fossem perdoados (Hebreus 2.17). “Quem é a minha mãe? Quem são os meus irmãos?” perguntou Jesus ao ser interrompido com o recado de que a sua família queria falar com ele. O Salvador respondeu que sua mãe e seus irmãos são os que fazem a vontade de Deus (Marcos 3.35). São apenas exemplos para concordar que “família” pode incluir um monte de gente. No entanto, afirmar que o formato da família mudou e devemos ser tolerantes, convenhamos, isto é conversa da Globo e companhia.
O modelo de família sempre será aquele de Gênesis, e que Jesus assinou em baixo ao dizer: No começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só carne. Assim, já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu (Marcos 10.6-9). “Por causa da dureza do coração” é que existe o divórcio, explicou Jesus. Mas um coração que pode ser amolecido com o amor de Deus que reconcilia e oferece nova vida.
Mas o problema é que a exceção está virando regra. Em nosso país, por exemplo, quase a metade dos casamentos acaba no cartório. Muitos já nem casam mais, vivem juntos na idéia do teste-drive ou do “enquanto o amor durar”. Quem somos nós para julgar, até porque aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair (1 Coríntios 10.12). Mas a situação é grave e não deve ser tolerada.
Creio que estamos vivendo aquilo que escreveu Paulo: Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir (2 Timóteo 4.3).
“Família é onde a gente se sente amado e pode amar aquela pessoa”, disse o Globo Repórter. “Marido, esposa, ame o seu cônjuge assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” (Efésios 5.25). E isto que diz a Bíblia, lembrando que até o amor tem um formato.
Marcos Schmidt
Jornal NH de 15 de maio de 2008